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Denúncias em relatório de Direitos Humanos mencionam exploração sexual e religião

O III Relatório Nacional de Direitos Humanos no Brasil, lançado pelo Núcleo de Estudos da Violência, da Universidade de São Paulo (Usp), dia 16/3, traz denúncias envolvendo líderes religiosos que praticam abusos sexuais contra fiéis, prostíbulos que obrigam menina a participar de ritual ocultista e também menciona reclamação contra igreja que contrata irregularmente policial como seu segurança. Mas o tema “religião” não tem apenas um aspecto negativo no documento. O trabalho dos pesquisadores contou com a importante colaboração de organizações da sociedade civil de natureza religiosa. Dentre as entidades coloboradoras estão a Comissão Pastoral da Terra, que ofereceu dados sobre o combate ao trabalho escravo e conflitos agrários/violência rural, e a Pastoral Carcerária Nacional da CNBB, que enviou informações sobre tortura e denúncias de violações contra presos. Segundo o relatório, que focaliza o período 2002-2005 com informações coletadas principalmente durante o ano de 2005 e primeiro semestre de 2006, em Mato Grosso do Sul, organismos especializados em combater situações de violência e redes de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil mencionam, entre outras denúncias sem o componente religioso, que, “no Bairro do Lajeado, na cidade de Campo Grande, havia uma comunidade espiritualista, formada basicamente por mulheres, que oferecia tratamentos de saúde e espiritual. Familiares das vítimas denunciaram esta comunidade à polícia por abuso sexual. Segundo as denúncias, havia na comunidade um ritual onde o líder religioso incorporava uma entidade, assumindo assim a condição de “marido espiritual das seguidoras”. Nesta condição, ocorriam relações sexuais entre ele e as seguidoras. Com a justificativa de rito espiritual, todas as mulheres, inclusive as crianças e adolescentes, eram submetidas a esta prática. Segundo as denúncias, muitas mulheres não abandonavam a comunidade porque eram ameaçadas de morte pelo líder da comunidade. O acusado teria se mudado para Balsas, no Maranhão, assim que a polícia de Mato Grosso do Sul começou a investigar o caso. Em Balsas, o acusado teria criado comunidade semelhante a do Lajeado. Em 2002, representantes da comunidade de Balsas informaram que o acusado havia morrido e apresentaram um atestado de óbito. Contudo, desconfia-se de que o atestado era falso e a morte tenha sido forjada para que o acusado escapasse da justiça”. O relatório de Direitos Humanos da USP também menciona o caso de uma adolescente de Londrina, PR, que “foi explorada pela dona de uma boate de Campo Grande, onde era obrigada a fazer uso de substâncias entorpecentes, fazer programas sexuais e a entregar o dinheiro auferido à boate. Nos depoimentos, a adolescente informou que só podia sair do estabelecimento em companhia de pessoas de confiança da dona da boate e, no período que lá permaneceu, foi agredida diversas vezes. Contou também que foi submetida, pela dona da boate, a “rituais satânicos” o que lhe ocasionou diversas mutilações físicas. Em julho de 2003, a adolescente conseguiu fugir e o fato foi levado ao conhecimento das autoridades”. Outro relato listado pelos pesquisadores vem de Rio Pardo, MS, e informa a respeito de um “líder de uma comunidade religiosa” da cidade que “foi acusado de abusar sexualmente de meninas, geralmente com doze anos de idade”, que pertenciam ao grupo. As denúncias relataram episódios que ocorreram em 1989. “Na época, adolescentes eram iniciadas sexualmente pelo líder religioso e, a partir de então, passavam a ser suas mulheres”. Uma dessas vítimas prestou depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito da Exploração Sexual “informando haver sido submetida a essa situação, oportunidade em que conheceu mais seis adolescentes, igualmente com doze anos de idade, que também tinham sofrido esse mesmo tipo de agressão. Afirmou ainda que, na condição de fiéis, não conseguem sair dessa condição de submissão e violência sexual, porque eram ameaçadas psicologicamente com apelos do castigo divino”. Saindo deste tema da violência sexual para a policial, e mantendo o foco naquilo que inclui algum detalhe religioso, o relatório informa que, entre as denúncias contra policiais recebidas pela Ouvidoria Geral de Polícia do Estado do Mato Grosso, há quem reclame de quem faz o chamado “bico” como segurança particular de igrejas. No entanto, as principais denúncias listadas neste capítulo disseram respeito a outros assuntos que devem preocupar o coração e alcançar a mente de cristãos comprometidos com o evangelho integral, pois retratam realidades que causam dor e morte. São elas: violência policial, facilitação de fuga de presos, tráfico de entorpecentes, falsidade ideológica, fraude em pagamento de seguro de vida, negligência funcional, imperícia, concussão, homicídio, tentativa de homicídio, invasão de domicílio, fraude em concurso público, ameaça, agressão, abuso de autoridade, peculato, denunciação caluniosa, estelionato, tentativa e atos libidinosos, extorsão, estupro de presas, roubo, porte ilegal de armas, fraude em recebimento de aposentadorias, segurança particular, grilagem de terras, propina para entrega de veículo retido ilegalmente, formação de quadrilha, embriaguez em serviço, vias de fato entre policiais militares e tiros em via pública. Clique aqui e leia a íntegra do Relatório Nacional de Direitos Humanos da USP.

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