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Aniversário da chacina da Candelária vira protesto contra redução da maioridade penal

Cerca de 200 pessoas participaram, dia 23/7, de uma manifestação em frente à igreja da Candelária, no Centro da cidade do Rio de Janeiro, contra a proposta de redução da maioridade penal. Representantes de organizações de luta pelos direitos humanos, do movimento estudantil e políticos locais organizaram o protesto para logo depois da missa em homenagem às oito crianças mortas na chacina da Candelária, que completa 14 anos. Representante regional do Conselho Nacional da Criança e do Adolescente (Conanda), órgão ligado à Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), o desembargador Siro Darlan leu um manifesto contra a redução da maioridade penal e lembrou os 17 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que, segundo ele, é referência internacional na luta pelos direitos das crianças e dos jovens. Para Darlan, que era juiz titular da 1ª Vara da Infância e Juventude do Juizado de Menores do Rio de Janeiro quando aconteceu a chacina em frente da igreja da Candelária, a falta de oportunidades é o principal motivo para a criminalidade na juventude. "A falta de respeito aos direitos fundamentais estimula a violência, pois, quando as pessoas se sentem injustiçadas, elas tendem a buscar a justiça pelas próprias mãos", disse. "Uma forma de combater esse caminho equivocado é garantindo à criança e ao adolescente a dignidade e o respeito aos seus direitos fundamentais." Na manifestação, houve apresentações de capoeira, de música e de circo, todos de projetos sociais de comunidades do estado. Segundo um dos organizadores do protesto, Victor Neves, da ONG Projeto Legal, nove ônibus de comunidades de Acari, Irajá, Guadalupe, Coelho Neto e do Complexo da Maré, entre outras, trouxeram jovens e crianças para participar do protesto. Fonte: Agência Brasil - Flávia Martin

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