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Governo oferece 6 milhões de reais em bolsas para pesquisas sobre aborto e gravidez precoce

O governo federal vai investir R$ 6 milhões em pesquisas inéditas sobre aborto e gravidez na adolescência. A maior parte deste valor será utilizado em bolsas de estudo para pesquisadores com o intuito de apontar soluções para o combate desses problemas de saúde pública. Os coordenadores das pesquisas serão escolhidos por meio de seleção prevista em edital já publicado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A verba virá deste órgão e do Ministério da Saúde. Para concorrer a uma das bolsas, que podem chegar a R$ 200 mil, os candidatos precisam ter doutorado, vínculo com alguma instituição de ensino superior ou de pesquisa e apresentar um pré-projeto. Pesquisadores ligados a entidades sediadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste receberão 30% do valor total investido, desde que tenham a qualificação necessária. As inscrições vão até o dia 11 de novembro. O edital completo está disponível aqui. Os estudos relacionados ao aborto devem indicar, entre outros aspectos, a taxa de mortalidade nas interrupções intencionais das gestações, a avaliação dos métodos utilizados e as condições sociais e culturais de quem recorre a esse procedimento, acredita a coordenadora geral do Programa de Pesquisas em Saúde do CNPq, Raquel Coelho. Os levantamentos devem ser criteriosos para respeitar os limites legais e o sigilo de quem colaborar. “A nossa preocupação é manter a relação privilegiada entre médicos e pacientes que garante sigilo às vítimas de procedimentos mal sucedidos, mesmo sendo o aborto ilegal. Caso isso não ocorra, mulheres deixarão de recorrer ao serviço médico e não participarão das pesquisas. Nós solicitamos que as propostas de pesquisa incluam quais serão os procedimentos legais adotados para proteger os indivíduos”, explica a coordenadora. Dados extra-oficiais indicam que, em 2006, mais de 230 mil mulheres foram atendidas em postos de saúde e hospitais públicos devido a complicações em abortos induzidos. Estima-se que esses atendimentos podem ter custado R$ 33,7 milhões ao Ministério da Saúde. Para a coordenadora de Fomento à Pesquisa do ministério, Margareth Martins, números mais precisos ajudarão a poupar recursos públicos. “O Sistema Único de Saúde, por essas situações (aborto e gravidez na adolescência), acaba sendo muito impactado no orçamento. Essas questões poderiam ser prevenidas se nós tivéssemos ciência de como isso tem efetivamente acontecido”. As exigências para as pesquisas sobre gravidez na adolescência envolvem prevenção à gestação indesejada, atenção ao início do ciclo de fertilidade, complicações da gravidez e o próprio aborto. Segundo a coordenadora do Ministério da Saúde, os estudos vão contribuir para esclarecer aspectos pouco explorados. “Os dados sobres as complicações da gravidez na adolescência ainda são desconhecidos. Muito do que se tem (de informação), mesmo com alguma literatura, não é científico. Os estudos podem certamente apontar dados de que ainda não se tem conhecimento”, acredita. A verba total a ser utilizada nas pesquisas já está garantida e vai ser repassada em partes iguais pelos ministérios da Saúde e de Ciência e Tecnologia – R$ 3 milhões cada. Após a liberação do dinheiro, os projetos selecionados deverão ser concluídos em até 36 meses. Margareth Martins diz que a iniciativa é uma “aposta” na comunidade científica brasileira. “Nós temos uma comunidade científica forte, mas que precisa de estímulo para produzir. Solicitamos que os pesquisadores apresentem nas conclusões dos trabalhos a aplicabilidade que os resultados terão para o sistema de saúde”. Fonte: Agência Brasil

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