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Gravidez na adolescência desafia sociedade e ministérios que trabalham com juventude

O número de adolescentes grávidas cresceu 3,2% no país, nos últimos cinco anos. O dado não é uma mera estatística, mas desafia o governo e suas políticas públicas para a juventude e desafia as igrejas cristãs que possuem cada vez mais jovens em seu meio. Para o consultor e coordenador do Programa Cidadania dos Adolescentes do Fundo das Nações Unidas para a Infância da Organização das Nações Unidas (Unicef) no Brasil, Mario Volpi, outros dois problemas com adolescentes ainda são grandes desafios para a sociedade: o homicídio de jovens na faixa entre 10 e 19 anos e as disparidades étnicas e raciais regionais. As igrejas devem estar atentas a realidades sociais como estas para resgatar aqueles que sofrem com os problemas e atuar de forma transformadora. "A sociedade deve discutir esses três desafios", enfatiza Volpi. A gravidez na adolescência ocorre com maior freqüência em regiões mais pobres e normalmente está ligada à falta de expectativa de melhores condições de vida. Além do apoio às adolescentes que enfrentam esta situação, outra atitude importante no enfrentamento do problema é melhorar a qualidade de vida de crianças e adolescentes. A convivência em grupo - através da escola, da família e ambientes como a igreja - também é essencial no desenvolvimento dos jovens. Sobre as questões étnicas e de violência, Volpi ressalta que o aumento do número de mortes de crianças negras e o contingente delas fora da escola também preocupam. Segundo ele, no ano 2000 o índice de homicídios de jovens era 22% e em 2005 passou para 23,1% do total do país. As questões que envolvem os adolescentes brasileiros foram levantadas em eventos que comemoraram e refletiram sobre os 18 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Volpi afirmou que os as principais conquistas do Estatuto foram a melhora na matrícula e na freqüência escolares – o Brasil está chegando perto de 100% de crianças matriculadas; e a redução na mortalidade infantil. Há cinco anos, morriam 50 crianças para cada mil que nasciam e, atualmente, este número diminui para 26. (por Priscila Vieira) Veja também Sobre ações da igreja com jovens e adolescentes: + “Manual para ministério com jovens e adolescentes” ajuda líderes dessa faixa etária a tratar situações de sofrimento + Relatório da ONU indica ações de controle das drogas que coincidem com militância da igreja contra o problema Sobre o ECA: + A criança e o adolescente no centro da eleição municipal >+ Estatuto da Criança e do Adolescente ganha versão em quadrinhos