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Sites de relacionamento: Quais as implicações e riscos?

Uma reunião do Fórum Econômico Mundial realizado no final de janeiro conseguiu a proeza de colocar pela primeira vez na mesma sala para uma conversa os dirigentes dos sites de relacionamento Facebook, Tweeter, MySpace, Linkedin, Ning, entre outros. Eles dialogaram por duas horas sobre a crescente influência das redes sociais. Não falaram de aspectos psicológicos (falta de verdadeiras e íntimas amizades e dificuldade para estar consigo mesmo para reflexão profunda, por exemplo) nem se aprofundaram nas mazelas sociais da humanidade (e os 5 bilhões sem acesso à internet?), mas trouxeram luz sobre um fenômeno cada vez mais intenso para esta geração, que chega a passar 5 a 6 horas por dia nas mídias sociais (mais que isso, só o tempo que passam dormindo!). Informaram que nos últimos 12 meses as pessoas passaram a colocar 3 vezes mais do seu tempo e energia nesses sites, que misturam páginas de conteúdo (bem mais “democrático”? o novo jornalismo?), o email e o chat. Veja abaixo alguns dados mundiais, o vídeo do encontro e alguns links sobre um outro lado da discussão sobre as redes que agregam e conectam pessoas em torno de tópicos, interesses e paixões. Segundo a organização de pesquisa Forrester Research, presente ao encontro: 7 dos 15 sites mais acessados no mundo são redes sociais. Twitter: 25 milhões de visitantes únicos por dia, estável nos últimos 6 meses; Facebook: 130 milhões de visitantes únicos por dia, crescente nos últimos 6 meses; MySpace: 50-60 milhões de visitantes únicos por dia, declinando nos últimos 6 meses; LinkedIn: 15 milhões de visitantes únicos por dia, crescente nos últimos 6 meses; Ning: 6 milhões de visitantes únicos por dia, declinando nos últimos 6 meses. Dos que consultam redes sociais diariamente: 27% têm de 18 a 24 anos; 24%, 25 a 34 anos; 18%, 35 – 44 anos; 12%, 45 – 54 anos; 9%, 55 – 64 anos; 6%, 65 ou mais. Acredita-se que, entre os menores de 18 anos, mais de 50% estão diariamente na Rede. O vídeo do encontro: A discussão, brilhantemente moderada por Loïc Le Meur, fundador do Seesmic, priorizou dar respostas a três indagações propostas pela organização: 1. “Como as redes sociais estão mudando a sociedade?”; 2. “Quais as mais importantes implicações e riscos para a sociedade?”; 3. “O que os indivíduos e as instituições devem fazer para alavancar o poder das redes sociais e melhorar a sociedade?” A seguir duas reflexões menos pragmáticas sobre as redes sociais: A solidão em números – por Lane Wallace Falsa Amizade – por William Deresiewicz Os dados sobre o engajamento de quase 1/4 da população mundial (no Facebook são 350 milhões) impressionaram até o papa que, recentemente, estimulou seus fiéis a entrarem na rede e influenciarem pessoas. Não deixa de ter razão. É mesmo uma oportunidade para o compartilhamento de conselhos bíblicos. Mas deve ser usada com equilíbrio e consciência de suas limitações, e até de suas implicações negativas. (por Lenildo Medeiros)