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Transposição do Rio São Francisco é tema que deve interessar a igreja

Uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) alerta que a falta de estudo pode comprometer o gasto de R$ 4,5 bilhões com o Rio São Francisco e não resolve pobreza na região. Desde que o início das obras de transposição das águas do rio foi autorizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em abril de 2007, as incertezas sobre o sucesso do projeto voltaram a preocupar a comunidade científica nacional.

Pesquisadores da UnB acreditam que a quantidade de água a ser transposta não é suficiente para a agricultura. De acordo com eles, a transposição deverá ser acompanhada por um grande conjunto de obras para as quais não existem recursos financeiros assegurados. E, para piorar, pode ser que o rio perca sua vazão em 20 anos. Na visão de um dos pesquisadores, o professor do Departamento de Economia da UnB, Jorge Nogueira, a transposição é ineficaz para o objetivo a que se propõe. “As origens da miséria do sertão nordestino vão além da falta de água. Lá também falta qualificação profissional e acesso ao mercado de trabalho, coisas que não serão solucionadas com a água”, lembra o especialista. Para ele, se esse recurso fosse mesmo sinônimo de mais desenvolvimento, Belém e Manaus seriam capitais muito ricas. “Quando há água, as pessoas não ficam menos pobres. Talvez morram menos em decorrência da seca, mas a situação de miséria continua”. Por isso, ele questiona o custo de R$ 4,5 bilhões do projeto, referente apenas à construção dos canais de transposição. As obras complementares que garantirão o desenvolvimento regional não possuem recursos financeiros assegurados nem cronograma estabelecido. Fonte: Universidade de Brasília