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Liderança ou Coaching?

"A questão crucial para qualquer pessoa responsável por outros - seja como pastor de uma igreja ou como gerente de uma empresa: quando é que eu lidero o meu grupo, e quando eu os treino, através do coaching?" Artigo do psicólogo cristão Christoph Schalk faz esta reflexão: "Para responder a esta pergunta você deve primeiramente estar ciente dos princípios básicos da liderança e do coaching. Você pode então decidir, dependendo da situação, se é necessária liderança ou coaching e qual deles levará ao objetivo desejado". Continue lendo o artigo.

"Liderar significa assegurar que as instruções estão sendo seguidas, definir limites e esclarecer as condições gerais. Exemplos disso na vida da igreja são do tipo: "A partir de janeiro o boletim da igreja irá circular a cada dois meses, em vez de uma vez por trimestre", ou "Todos os líderes de grupos devem prestar contas ao pastor". Em uma empresa poderá ser assim: "Telefonemas pessoais não são permitidos durante o horário de expediente", ou "A partir de janeiro os departamentos X e Y serão fundidos em um só". Estas decisões e limitações não deixam margem para discussão ou mudança. Nesses casos, o pastor/líder tem de certificar-se que as regras foram observadas, ou seja, demonstrar uma liderança clara.

"Coaching, por outro lado, é adequado para situações em que um colaborador é livre para agir e criar. É importante esclarecer o alcance desta liberdade diretamente com o funcionário – caso contrário, mal-entendidos e conflitos podem ocorrer e o coaching não funcionará corretamente. A liberdade de ação no exemplo do boletim da igreja pode significar que a pessoa responsável pode decidir como ele pretende resolver a questão de edições mais frequentes, por exemplo, seja aumentando o número de colaboradores ou reduzindo o tamanho do boletim. O pastor coach o apoia em sua busca pela melhor solução e pela implementação de medidas adequadas. Tal como acontece com a combinação dos dois departamentos na empresa, o diretor pode utilizar o coaching para orientar seus colaboradores a desempenhar um papel ativo e criativo no processo de reestruturação. Ele pode incentivá-los a assumir a responsabilidade, a pensar em medidas por eles próprios, e colocá-las em prática."

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Coaching faz uso do potencial dos colaboradores "Coaching é uma boa maneira de incentivar os colaboradores a atingir seus próprios objetivos pessoais (que são subordinados aos objetivos globais da igreja ou da empresa) e de apoiá-los nos respectivos processos de planejamento e execução. Coaching é também útil em prover treinamento avançado no trabalho e em garantir que a igreja ou a empresa realmente obtenha benefícios a partir dos recém adquiridos conhecimentos e habilidades dos colaboradores. "O coach pode orientar os colaboradores focando sua atenção nas coisas que já estão funcionando bem com questionamentos do tipo: Quais os pontos fortes, as aptidões e as abordagens já disponíveis? Que habilidades os colaboradores possuem? O que já funciona bem? A tarefa do pastor/líder ou executivo é reforçar a consciência dos colaboradores acerca dos aspectos positivos, mostrar seu apreço por eles e fornecer encorajamento. Os colaboradores têm, muitas vezes, todas as competências e os recursos necessários, mas se sentem presos em suas tarefas específicas ou situação. Nesses casos, o coach os relembra de seus pontos fortes e os motiva a adotar uma perspectiva mais positiva, concentrando-se no que é possível e que dará precedência sobre o que parece impossível. Geralmente, tudo que é necessário para esclarecer a situação são respostas a algumas perguntas simples e, dessa forma, os colaboradores se sentem aptos a agir. "Exemplos de questões que suscitam a sensibilização de uma pessoa para soluções em potencial são: "Aonde exatamente você quer chegar?", "Tem alguma ideia sobre como encontrar uma solução?", "Como os de fora saberão que enfrentamos este problema?","O que tem funcionado bem até agora?" Questões simples como estas - orientadas para uma possível solução - têm produzido alguns resultados surpreendentes."

Coaching significa deixar seguir "Coaching significa tornar os colaboradores conscientes da sua própria capacidade para encontrar soluções. O colaborador deve, então, também ser autorizado a assumir a responsabilidade de escolher as soluções e adotá-las. A linha entre a liderança e coaching pode ser atravessada durante o processo. No exemplo do boletim da igreja isso significaria: "A partir de janeiro o boletim da igreja irá circular a cada dois meses, em vez de uma vez por trimestre" (declaração clara - líderança). A conversa poderá então avançar para questões como: "Tem alguma ideia de como poderíamos proceder a este respeito? O que precisa acontecer, a fim de alcançar esta meta? "(Espaço para ideias próprias - coaching). "Para as pessoas em cargos executivos uma parte essencial do coaching é aprender a deixar seguir: você tem que deixar seguir suas próprias idéias, sugestões e ajudas concretas - caso contrário, é o coach, que acaba por resolver o problema. Coaching significa também dar às pessoas a liberdade de ação. Você tem que dar-lhes a oportunidade de demonstrar as suas próprias habilidades, ideias, conhecimento e competência. Eles têm de se sentir livres para tomar suas próprias decisões, tomar a iniciativa, encontrar soluções e planejar seus passos rumo à meta desejada."

Alimento para os pensamentos... Que liberdade de ação meus colaboradores têm em suas tarefas? Como foi, exatamente, formulada essa liberdade de ação? Que problemas ainda precisam ser esclarecidos? Quais instruções eu preciso dar-lhes? Como? Em que áreas posso treiná-los? Na realização dos seus próprios objetivos? Planejar como atingir o objetivo e colocar em prática? Em seu próprio desenvolvimento pessoal? * O autor deste artigo, Christoph Schalk, é psicólogo (Mestrado em Psicologia Organizacional), e trabalha como coach e formador de coaches. Durante os últimos 15 anos, treinou pessoalmente mais de 300 dirigentes e executivos, e cerca de 600 coaches em mais de 25 países. Seu tema favorito neste momento: "O líder/executivo como coach". Schalk é co-autor de "A Prática do DNI" (com Christian A. Schwarz - 240 páginas, sobre como descobrir as áreas fortes e os limites de sua igreja, como trabalhar no seu fator mínimo, como mudar obstáculos em oportunidades etc), "Descomplicando a Vida" (192 páginas, sobre seis segredos para uma vida bem sucedida segundo o plano de Deus), "Perfil da Igreja - SIMPLES" (questionários explicados para levantar o perfil da sua igreja) e "Perfil Plus - Somente p/ Igrejas". Todas estas publicações foram editadas pela Editora Evangélica Esperança, sediada em Curitiba, Paraná. Leia mais sobre estes livros aqui.

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Última atualização: Domingo, 21 Fevereiro 2016 22:05