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Debate sobre mudanças no MEC afetam o ensino teológico

O que a reforma universitária influencia no ensino teológico?

Para o presidente da Associação Brasileira de Instituições Batistas de Ensino Teológico, Pr. Sergio Nogueira, "a reforma universitária vai influenciar todas instituições e os cursos de ensino superior do país". Pelo fato do Estado ser laico, ele não acredita que será adotada uma política especial para a teologia.

"As faculdades de teologia deverão acompanhar de perto toda a discussão principalmente em questões relacionadas com a formação teológica, o que não deverá ser encarado como um mercantilismo. Outro tema interessante é quanto à entrada de capital estrangeiro que não deverá exceder a 30%. Acredito que as cotas para negros, índios e oriundos do ensino público para ingressarem em cursos de teologia deve ser mantida para assegurar acesso aos mais carentes", acrescenta o presidente da Abibet.

Com a proposta de reforma universitária, as entidades mantenedoras, que controlam as instituições particulares de ensino superior, devem se adequar às exigências do Ministério da Educação. O MEC quer acabar com o tratamento dado por algumas escolas à educação, como se fosse mercadoria.

Por outro lado, chama a atenção para a necessidade de novos investimentos na contratação e formação de professores, equipamentos e biblioteca. Outro dado que deve preocupar o MEC, é o problema da exclusão social. Atualmente, o domínio das vagas nas universidades públicas está nas mãos de pessoas de maior renda.

Uma pesquisa divulgada pelo jornal “Folha de São Paulo” sobre o perfil dos estudantes de ensino superior em instituições federais revela que 57 por cento dos estudantes de escolas federais pertencem às classes de renda entre R$ 1.669 e R$ 7.793, consideradas como A e B. Com a reforma universitária, serão criados conselhos corporativos, onde haverá representação sindical junto à reitoria da faculdade. No entanto, isso mostra que o ensino não deve ser entendido apenas no âmbito mercadológico, já que existem muitas questões sociais que ainda precisam ser resolvidas.

Os diretores dos cursos de teologia no Brasil precisariam estar atentos a esse debate para tirar lições para um melhor resultado do seu processo de ensino-aprendizagem, uma maior democratização do acesso aos cursos e a formação de melhores líderes para as igrejas cristãs.

Atualizada: Sábado, 20 Setembro 2014 10:45