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Veja como realizar um trabalho de alfabetização de adultos em sua instituição

O combate ao analfabetismo é uma luta da qual as igrejas e organizações não-governamentais evangélicas participam. Na maioria das vezes, pela motivação da vontade de ler a Bíblia, as pessoas, mesmo em idade avançada, depois de convertidas, buscam com mais intensidade adquirir a capacidade de leitura, e procuram os cursos oferecidos por voluntários da própria comunidade nas dependências do templo.

No país, a luta pela alfabetização de adultos continua difícil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2004 existiam no Brasil 15,1 milhões de analfabetos acima dos 15 anos. Pelos números do IBGE e do Ministério da Educação (MEC), e excluindo-se iniciativas isoladas de governos locais e da sociedade civil, há ainda cerca de nove milhões de analfabetos acima desta idade. No período de 2003 a 2005, o MEC alfabetizou, através do Programa Brasil Alfabetizado, 5,3 milhões de jovens e adultos. Em 2006, a meta é alfabetizar mais dois milhões. Segundo o coordenador do programa, essa tarefa não se conclui apenas com uma determinação do governo federal, “mas também pelo envolvimento de parceiros de toda a sociedade”.

O programa Brasil Alfabetizado, criado em 2003, deve fechar este ano com 7,3 milhões de pessoas atendidas nos últimos quatro anos. O programa é voltado para alfabetização de jovens e adultos com mais de 15 anos de idade, em parceria com governos locais e a sociedade civil, com cursos que duram de seis a oito meses. A tarefa do governo federal é repassar o dinheiro e fiscalizar o andamento dos trabalhos. A intenção do MEC é que os alfabetizados pelo programa continuem seus estudos, concluindo a 4ª série do ensino fundamental e, posteriormente, a 8ª série, através de programas como o Fazendo Escola, realizado também em parceria com estados, municípios e a sociedade civil. Atualmente, estão cadastrados no Ministério da Educação 1.967.802 alfabetizandos e 99.113 alfabetizadores, em 105.220 turmas. Constam, ainda, 637 entidades parceiras cadastradas. O programa é coordenado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC). O órgão também fiscaliza e avalia as ações de combate ao analfabetismo.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) transfere os recursos financeiros aos estados, municípios, empresas privadas, universidades, organizações não-governamentais e instituições civis parceiros nesse processo. Os recursos financeiros são transferidos automaticamente em duas parcelas para entidades privadas sem fins lucrativos. Em 2006, para cada turma com limite máximo de 25 alunos, o MEC desembolsará R$ 2.360,00, e para as turmas específicas, R$ 2.600,00. O valor relativo à formação de alfabetizadores é transferido de uma só vez, junto com a primeira parcela da bolsa dos alfabetizadores. O orçamento do programa para 2006 é de R$ 217,1 milhões.

Clique aqui e veja como uma instituição da sociedade civil (leia-se, também, igrejas e missões) pode se tornar parceira deste programa de alfabetização.

E não deixe de fazer constantemente uma reflexão sobre a qualidade de sua ação alfabetizadora. A pesquisadora Jane Paiva, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e membro do Fórum de Educação de Jovens e Adultos do Rio, que prevê dificuldades para se erradicar o analfabetismo no país até 2010, como indica o Plano Nacional de Educação, faz uma observação importante quanto à necessidade de maior abrangência e qualidade deste trabalho na vida das pessoas: “De acordo com a especialista, a maior dificuldade não é alfabetizar o jovem e o adulto, mas garantir que ele continue tendo a capacidade de ler e escrever mesmo depois do processo de alfabetização. Isso, segundo ela, só é possível mudando-se o contexto social em que vivem as pessoas, através, por exemplo, da continuidade dos estudos e da oferta de material de leitura”.

“Não adianta você aprender a ler e a escrever e, depois, não ter uso nenhum porque toda a cultura na sua comunidade prescinde do escrito. A produção do analfabetismo não se dá simplesmente pelo não acesso à escola, mas também pela negação de vários outros direitos. É preciso garantir que esse sujeito não volte a sua condição, porque muitas vezes no local onde mora ele não tem acesso a nenhum material de leitura”, explica Jane Paiva. A Coordenação de Programas de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) fica em Brasília, DF, E-mail: , telefones: (61) 3212-4380 / 3212-4095

Fonte: Agência Brasil (Vitor Abdala) e FNDE/MEC.

Atualizada: Sábado, 26 Julho 2014 16:54