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Educação teológica à distância é testada como opção no cenário brasileiro

Num tempo em que instituições de ensino teológico estão aderindo à tecnologia para ensino à distância, uma discussão necessária é se é possível formar ministros ou pastores evangélicos nessa modalidade de curso, o que costuma significar 80% pela Internet e 20% presencialmente.

O diretor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, professor Israel Belo de Azevedo, que está implantando um curso livre, pensa que sim: “Se professores e alunos quiserem pagar o preco, é possível”. Israel, que tem alcançado bons resultados com a iniciativa do atual curso, analisa: “na Escola à Distância não há lugar para professores despreparados e alunos indisciplinados. Não há como fingir-se que se ensina e se aprende”. Outra questão importante para aqueles que se interessam pela educação à distância é a escolha do software e da interface que será utilizada. O professor Israel considera a decisão do software relevante na implementação de um curso, mas ressalta que “o mais importante é a decisão de aderir, de fato, à educação à distância, que é bem diferente da presencial. O conhecimento não muda, mas a maneira de conhecer e de ensinar muda, e para melhor. Há mais recursos. E esta decisão tem que ser da direção e dos professores-tutores. Depois, vem o software”.

No Seminário do Sul, na etapa da escolha do software, eles decidiram usar o Moodle, um software livre, sempre em construção, que eles consideram “de fácil uso para tutores e estudantes”. Além do Moodle, outros softwares utilizados por instituições de ensino em cursos à distância são: DotLRN e WebAula. O curso de formação teológica à distância que o Seminário do Sul, sediado no Rio de Janeiro, está lançando, não tem pré-requisitos, mas os interessados passarão por um processo seletivo gratuito e também online.

Já com inscrições abertas, segundo o diretor, professor Israel Belo, “o aluno poderá se matricular no módulo ou, se preferir, por disciplina. Cada disciplina durará um mês. Cada módulo terá cinco disciplinas. O primeiro módulo, sobre Bíblia, começará a ser oferecido no dia 5 de fevereiro de 2007. Antes do início das aulas, serão promovidas diversas atividades para os matriculados, inclusive um curso sobre como estudar pela Internet e como usar os recursos disponíveis”.

Os organizadores estão incentivando inscrições com premiações em livros: “Os primeiros 50 inscritos receberão, pelo correio, como brinde, o livro "Dignos do Evangelho: um comentário aplicado às cartas do apóstolo Paulo", de Israel Belo de Azevedo”.

No curso do Seminário do Sul, seu primeiro módulo é intitulado “Bíblia: para ler e compreender as Sagradas Escrituras”. O módulo inclui as seguintes disciplinas: Método de estudo e pesquisa; Formação da Bíblia e hermenêutica; Introdução ao Antigo Testamento; Introdução ao Novo Testamento; e Estudo devocional da Bíblia. Dentre os professores, estão o diretor do seminário, Israel Belo de Azevedo, pastor da Igreja Batista Itacuruçá, doutor em Filosofia, autor de 22 livros, inclusive “O prazer da produção científica”, 12ª edição, e Darci Dusilek, pastor, vice-presidente da Igreja Central de Santíssimo, mestre em Ciência da Informação e autor de vários livros, o último deles: “O que Deus sabe sobre o futuro”.

Outros módulos deste curso, a partir de 2007, são: Teologia, Missões, Liderança, Educação e Religiões. E o aluno não é obrigado a cursar todos os módulos, nem todas as disciplinas, podendo escolher o que lhe interessa. Ao final, receberá um certificado por disciplina, por módulo ou pelo curso. O tempo do curso dependerá da disponibilidade de cada estudante. Os certificados são livres, não tendo valor legal. Em cada disciplina, o aluno disporá de textos exclusivos, preparados pelo professor, bem como de textos de terceiros, além de aulas gravadas (áudio) para cada unidade e exercícios de verificação de aprendizagem.

Segundo sites especializados, a forte expansão da educação à distância no país se deve a uma espécie de “plenitude dos tempos” para esse tipo de processo ensino-aprendizagem. Estudiosos do assunto, como Regina Ribeiro do Valle, consideram que “o ambiente tecnológico, legal e econômico-financeiro está preparado para que a educação à distância seja implantada pelas entidades privadas de ensino e pelas escolas públicas".

Outros estudiosos dão dicas sobre a escolha do software, dizendo alguns aspectos que devem ser considerados com atenção: se é em português, se é multilíngüe, se no ambiente do estudante há facilidade de uso e uma arquitetura da informação adequada. Se tem estética e acabamento aceitáveis. Como são feitas as anotações pessoais. Se tem um bom tutorial, se o nível de compatibilidade com os padrões Web e navegadores é razoável. Se a funcionalidade do ambiente é adequada, se avisa que há outros usuários online, se disponibiliza o mapa do curso, se tem fórum, vídeo-fórum, áudio-fórum, messenger, notificação de mudanças, filtros, calendário, agenda, monitoramento de atividades, flexibilidade, editores de layout. Que tipos de avaliações, gerenciamento de tarefas, questionários, pesquisas, avaliação do curso por aluno. Se tem suporte, especialmente para a instalação. Se é adequado ao projeto pedagógico. O Moodle é um sistema de gerenciamento de aprendizagem (LMS – Learning Management System) ou ambiente virtual de aprendizagem que não é usado apenas por Universidades, mas em escolas de ensino médio, escolas primárias, organizações, companhias privadas e por professores independentes. Mantêm-se em desenvolvimento por uma comunidade que abrange participantes de todas as partes do mundo, formada por professores, pesquisadores, administradores de sistema, designers instrucionais e, principalmente, programadores.

Clique aqui para mais informações sobre o curso do Seminário do Sul.

Atualizada: Sábado, 20 Setembro 2014 10:28