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Educação Teológica no século XXI

Ao celebrar os 120 anos de educação teológica metodista, os líderes da igreja refletiram sobre o tema "Para que serve a educação teológica?" na 58ª Semana Wesleyana da Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo, que aconteceu no início da primeira quinzena do mês de maio.

O conferencista da noite de abertura do evento, Reverendo Zwinglio Motta Dias, pastor da Igreja Presbiteriana Unida e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, respondeu à pergunta: "Deus quer salvar sua criação, sua grande obra. O que o Senhor cheio de compaixão diria diante da destruição ambiental, violência, guerras, crise econômica...? É disso que trata a educação teológica", disse o professor, que terminou sua preleção lembrando da ação social dos profetas e do provérbio que diz: “Não havendo profecia, a sociedade se corrompe”. (Provérbios 29.18).

Zwinglio questionou a posição dogmática das igrejas diante dos desafios da sociedade. Ele disse que as igrejas têm respondido tardia e timidamente aos desafios da sociedade. “Temos nos ocupado de problemas menores. Oferecemos respostas do passado a problemas presentes”, criticou. Reportando-se aos tempos de implantação do protestantismo no Brasil, o conferencista lembrou que as instituições eclesiásticas aqui implantadas reproduziram o modelo eclesial elaborado em outras latitudes sem se perguntarem se ele valia para nossa realidade.

“A cultura gospel é um exemplo claro de religiosidade importada”. "Temos que ler a Bíblia a partir de nossa vida, de nossas experiências concretas", disse ele. "O pastor não pode ser um mero repetidor de rudimentos da mensagem cristã", afirmou, ressaltando que a teologia se faz no encontro com o cotidiano: “Deus não tem endereço certo. Trabalha em todo lugar em que os seres humanos lhe dão oportunidade. Deus pode perfeitamente ser encontrado na Igreja. Mas nem sempre a Igreja quer sua companhia. Ele é muito exigente, quer tirar a Igreja de sua acomodação. Seu campo preferencial de trabalho é o mundo. Wesley já sabia disso ao afirmar que sua paróquia era o mundo”, disse Zwinglio.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de SP. Reportagem: Suzel Tunes. Foto: Luciana de Santana.

Atualizada: Sábado, 20 Setembro 2014 10:12