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Maior feira do livro do mundo busca soluções lucrativas para a ameaça digital e mira no mercado chinês

São três as grandes discussões da Feira do Livro de Frankfurt que começou na terça-feira, 13/10, e termina dia 18/10: os aparelhos portáteis com visor eletrônico sem brilho ¬- os e-readers, o difícil acordo da indústria editorial com a biblioteca do Google Books, que digitalizou e quer disponibilizar na íntegra milhões de livros na Internet, e as críticas ao fato da China ser a convidada de honra desta edição da feira, apesar da censura e do poder estatal sobre a indústria editorial naquele país. Quanto às transformações por que passa a indústria do livro com a digitalização e circulação virtual das obras, a maioria dos autores e editores se sente ameaçada. Mas todos sabem que o processo é irreversível. O desafio, para eles, agora, é descobrir como continuar lucrando (de preferência, muito!) nesse novo contexto. As críticas à escolha da China como convidado de honra na exposição literária alemã, recebem uma contra-argumentação bem prática dos executivos da organização: o mercado chinês é imenso e não pode ser ignorado. O business, como sempre, falando mais alto... inclusive mais alto que a necessidade de defesa do direito universal à liberdade de pensamento e expressão. (Por Lenildo Medeiros)