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Socorro a famílias de dependentes

“Como envolver a família na prevenção e recuperação?”, “Primeiros Socorros nas Comunidades Terapêuticas” e “A utilização da Bíblia Despertar no processo de recuperação”. Estes são os temas debatidos nas reuniões e palestras que acontecem regularmente em São Paulo e que são coordenadas por uma parceria da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) e o grupo de trabalho da Comunidades Terapêuticas em Rede (Comter), com a participação de diversas organizações que trabalham com dependentes químicos. O último encontro aconteceu em agosto na Secretaria Regional da SBB na capital paulista. A COMTER nasceu da união das comunidades terapêuticas para recuperação de dependentes químicos que tem na palavra de Deus a direção de seus trabalhos. O modelo de doença familiar considera o alcoolismo ou o uso de drogas como um problema que afeta não apenas o dependente, mas também a família. Esta idéia teve origem nos Alcoólicos Anônimos (AA) em meados de 1940. Mais recentemente, estudos têm evidenciado que a doença do alcoolismo manifesta sintomas específicos nas esposas e companheiros de dependentes químicos, dando origem ao conceito de co-dependência. Este modelo envolve o tratamento dos familiares sem a presença do dependente, que consiste em grupos de auto-ajuda com o objetivo de entender os efeitos do consumo de álcool e drogas por parte dos dependentes nos familiares e como reparar o que a convivência com um dependente faz na família, seguindo os princípios do AA. O impacto que a família sofre com o uso de drogas por um de seus membros é correspondente às reações que vão ocorrendo com o sujeito que a utiliza. Este impacto pode ser descrito através de quatro estágios pelos quais a família progressivamente passa sob a influência das drogas e álcool: 1. Na primeira etapa, é preponderante o mecanismo de negação. Ocorre tensão e desentendimento e as pessoas deixam de falar sobre o que realmente pensam e sentem. 2. Em um segundo momento, a família demonstra muita preocupação com essa questão, tentando controlar o uso da droga, bem como as suas conseqüências físicas, emocionais, no campo do trabalho e no convívio social. Mentiras e cumplicidades relativas ao uso abusivo de álcool e drogas instauram um clima de segredo familiar. A regra é não falar do assunto, mantendo a ilusão de que as drogas e o álcool não estão causando problemas na família. 3. Na terceira fase, a desorganização da família é enorme. Seus membros assumem papéis rígidos e previsíveis, servindo de facilitadores. As famílias assumem responsabilidades de atos que não são seus, e assim o dependente químico perde a oportunidade de perceber as conseqüências do abuso de álcool e drogas. É comum ocorrer uma inversão de papéis e funções, como, por exemplo, a esposa que passa a assumir todas as responsabilidades de casa em decorrência do alcoolismo do marido, ou a filha mais velha que passa a cuidar dos irmãos em conseqüência do uso de drogas da mãe. 4. O quarto estágio é caracterizado pela exaustão emocional, podendo surgir graves distúrbios de comportamento e de saúde em todos os membros. A situação fica insustentável, levando ao afastamento entre os membros gerando desestruturação familiar. Embora tais estágios definam um padrão da evolução do impacto das substâncias, não se pode afirmar que em todas as famílias o processo será o mesmo, mas indubitavelmente existe uma tendência dos familiares de se sentirem culpados e envergonhados por estar nesta situação. Muitas vezes, devido a estes sentimentos, a família demora muito tempo para admitir o problema e procurar ajuda externa e profissional, o que corrobora para agravar o desfecho do caso. Não por acaso neste projeto específico de socorro às famílias o parceiro da COMTER é a SBB. A tradicional editora produz a "Bíblia de Estudos Despertar", acompanhada de notas, comentários e referências, que visam especialmente o trabalho de recuperação de vidas, seja da dependência química ou outras situações. Ela contém plano de leitura com meditações sobre os famosos 12 passos, consagrados por Alcoólicos Anônimos e hoje aplicados a inúmeras situações. Enfatiza princípios importantes no processo de recuperação e traz biografias de personagens bíblicos que os experimentaram. O socorro pode estar ao alcance das mãos. (por Marcelo Dutra) Fontes: Comter, SBB e www.adroga.casadia.org.

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