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Mesmo sabendo que fumar é fator de risco e pesa no bolso, poucos planejam parar no curto prazo

A consciência dos danos à saúde provocados pelo tabaco e dos buracos no orçamento não são suficientes para que a metade dos brasileiros fumantes consiga deixar a prática imediatamente. Pesquisa divulgada neste 27 de novembro pelo IBGE diz que, no Brasil, em 2008, o número de fumantes era de 25 milhões de pessoas (17,5% da população de 15 anos ou mais) e que 52,1% deles (cerca de 12,5 milhões) planejavam parar (mas só 7,3% no curto prazo): “a quase totalidade dos fumantes (93,0%) afirmava saber que o cigarro pode causar doenças graves, sendo que 65,0% dos fumantes informaram que as advertências nos rótulos dos cigarros fizeram pensar em parar de fumar. O estudo revela ainda que a maioria “começou a fumar com 17 a 19 anos de idade, e, dentre os que fumavam diariamente, o mais comum era consumir por dia de 15 a 24 cigarros (um maço tem 20 cigarros e o preço varia em torno de 2 reais), sendo o primeiro fumado entre 6 e 30 minutos após acordar”. Os estados brasileiros onde há menos fumantes são: Amazonas (13,9%), Distrito Federal (13,4%) e Sergipe (13,1%). Onde o fumacê é maior: no Acre (22,1%), Rio Grande do Sul (20,7%) e Paraíba (20,2%). Ainda regionalmente, o maior percentual de usuários estava no Sul (19,0%). Na questão do gênero, em todas as regiões, o percentual de homens usuários era maior que o de mulheres, sendo 14,8 milhões homens (21,6% do total de 15 anos ou mais de idade) e 9,8 milhões mulheres (13,1% do total nesse grupo etário). Ainda segundo a pesquisa, “entre os não fumantes (118,4 milhões de pessoas ou 82,8% da população com mais de 15 anos), 78,1% (64,7%, o equivalente a 92,5 milhões de pessoas) nunca haviam fumado. Já os ex-fumantes (26 milhões de pessoas) eram 18,2% e não fumantes 22,0%, em 2008. "Esses são alguns destaques da Pesquisa Especial de Tabagismo (Petab), que traça um panorama inédito e detalhado do uso de produtos derivados de tabaco no Brasil, entre as pessoas de 15 anos ou mais de idade, com informações para o país, as grandes regiões e as unidades da federação. A Petab foi realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, com a atuação técnica do Instituto Nacional de Câncer (Inca), e aplicada a uma subamostra (cerca de 51 mil domicílios) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008. A pesquisa seguiu o modelo da GATS (Global Adult Tobacco Survey), que está sendo realizada também em outros 13 países1, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). O projeto internacional envolve também a Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health (EUA) e tem financiamento da Bloomberg Philantropies." O relatório traz ainda dados mundiais. Diz, logo de início: “A Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization - WHO) identifica o tabagismo como um fator de risco à vida a ser combatido com alta prioridade, tendo em vista a elevada ocorrência de mortes associadas ao uso do tabaco mundialmente. Em outras palavras, o uso do tabaco ser a maior causa de mortes prematuras no planeta. Ainda segundo a OMS, atualmente, a utilização do tabaco causa cinco milhões de mortes a cada ano e a expectativa, se nada mudar, é que esse número em 2030 alcance oito milhões, principalmente concentrados nos países em desenvolvimento. A pesquisa especial da PNAD sobre tabaco foi realizada por meio de uma subamostra do total de 150 591 domicílios selecionados da pesquisa básica do IBGE de 2008. Foram objeto do estudo cerca de 51 011 domicílios e, em cada um deles, uma pessoa com 15 anos ou mais de idade, fumante, ex-fumante ou não fumante, foi selecionada para responder às questões deste levantamento especial. A seguir, outras informações da Pesquisa Especial de Tabagismo 2008. O grupo etário de 45 a 64 anos tinha a maior concentração de fumantes (22,7% das pessoas nessa faixa), fato que se verificava em todas as regiões do país. O local mais apontado de exposição à fumaça produzida pelo consumo de tabaco por terceiros era a própria casa, por 27,9% do total de 15 anos ou mais de idade – percentual que chegava a 33,0% no Nordeste. A exposição no trabalho era relatada, em 2008, por 24,4% das pessoas de 15 anos ou mais de idade que trabalhavam fora (11,6 milhões em números absolutos) – chegando a 26,0% no Sudeste. Já em restaurantes, o percentual alcançou 9,9% - indo a 12,3% no Sudeste. Os bares, botequins e restaurantes eram os locais mais utilizados para compra de cigarros industrializados no Brasil, citados por 53,8% dos fumantes. Também foram citados com frequência os supermercados, mercadinhos e mercearias (21,7%) e as padarias e lanchonetes (14,8%). Em média, os fumantes de cigarros industrializados gastavam R$ 78,43 por mês com cigarros. Os homens (R$ 89,27) gastavam mais que as mulheres (R$ 62,80). Regionalmente, os menores valores foram informados no Norte (R$ 59,97) e Nordeste (R$ 59,14), e o maior, no Sul (R$ 98,99). O Sudeste teve gasto médio de R$ 78,39 por mês, e o Centro-Oeste, de R$ 93,42. Fumar causa sérias doenças. É o que afirmaram acreditar 96,1% dos brasileiros de 15 anos ou mais de idade, percentual que chega a 93,0% entre os fumantes e a 96,7% entre os não fumantes. A percepção apontada com mais frequência é a de que o tabaco causa câncer de pulmão (94,7% do total de pessoas investigadas, 90,6% dos fumantes e 95,6% dos não fumantes). Os riscos associados a derrames foram os menos citados (por 73,1% da população de 15 anos ou mais), chegando, ainda assim, a frequências de 70,1% entre os fumantes e 73,7% entre os não fumantes. Os percentuais de fumantes eram maiores entre os que viviam na área rural (20,4%), os menos escolarizados (25,0% entre os sem instrução ou com menos de um ano de estudo) e os de menor rendimento domiciliar per capita (19,9% entre os sem rendimento ou com menos de ¼ de salário mínimo). Mais detalhes sobre a Pesquisa Especial de Tabagismo, do IBGE. Leia a íntegra do relatório do estudo.

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