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Dia mundial de combate ao fumo e prevenção ao tabagismo é na segunda, 31/5

Um mundo de advertências para os riscos do tabagismo: “Chique? Não, câncer de garganta”, “Glamour? Não, câncer de boca”, “Sex appeal? Não, fumo passivo”, “Estilo? Não, gangrena”, “Ser livre do tabaco: um direito da mulher”. As frases e imagens chocantes da campanha da Organização Mundial de Saúde (OMS), lançada por ocasião do Dia Mundial Sem Tabaco (alguns chamam de “Contra o Fumo” e outros “Prevenção ao Tabagismo”), que acontece em 31 de maio, é um bom resumo dos riscos e malefícios provocados por este “produto” da sociedade em geral sobre a vida das pessoas, especialmente as mais recentes vítimas da publicidade de cigarros: as mulheres jovens. A data é também uma oportunidade para a igreja refletir sobre o problema e planejar ações de apoio a todas e todos que querem deixar o vício, mesmo aqueles que ainda não se decidiram pelo evangelho e nem querem “entrar pra igreja”. Fica a sugestão de tema para reuniões de planejamento com os “obreiros” da igreja neste sábado e domingo (como dar apoio aos fumantes que querem deixar o vício?) e seguem alguns dados para auxiliar na apresentação do problema e busca de soluções.

As estatísticas não deixam dúvidas: O tabagismo mata atualmente cinco milhões de pessoas no mundo e 200 mil no Brasil. A previsão é chegar a dez milhões de vítimas mortais em 2020. Para a OMS, o tabagismo é a principal “causa de morte evitável em todo mundo, representando um dos mais graves problemas de saúde pública dos tempos atuais”. Cresce o número de mulheres, adolescentes e até crianças fumantes. Especialistas afirmam que estes são os que mais dificuldades têm para vencer o vício. A indústria do tabaco, em busca do lucro, não está nem aí, e não quer nem saber de indenizar ninguém. Recentemente ganhou ações na Justiça movidas por familiares de pessoas mortas por causa de doenças causadas pelo cigarro. Associações e igrejas também devem participar de ações de pressão sobre as autoridades para estabelecerem mais políticas de redução do consumo de tabaco.

No Estado de São Paulo, por exemplo, em 7 de maio de 2009, foi instituída a Lei Antifumo, que proíbe fumar em locais fechados de uso coletivo. E a adesão da população superou as expectativas. Cada vez mais, as pessoas se conscientizam dos malefícios causados pelo consumo do tabaco e de seus derivados. Cresceu o número de pessoas que estão fumando menos e de pessoas interessadas em parar de fumar. O Dia Mundial Sem Tabaco foi criado pela OMS em 1987 para chamar a atenção para a epidemia do tabagismo e seus efeitos letais e proporcionar maneiras de controlar o problema. Há um bilhão de fumantes no mundo. Hoje, 20% deste total são mulheres. E o crescimento dessa taxa em alguns países chega a ser assustador. E o motivo é que elas têm se tornado uma das metas prioritárias da indústria do cigarro em busca de aumento do seu mercado consumidor de dependentes de nicotina, desfalcado constantemente por um grande número de pessoas que morrem por doenças causadas pelo vício. A prioridade de público-alvo feminino da propaganda do tabaco fica demonstrada em números.

Dados de 151 países mostram que cerca de 7% das meninas adolescentes fumam cigarros. Os meninos são 12%. Mas em alguns destes países pesquisados, os números de fumantes nesta faixa etária já empatam. “Proteja as mulheres do marketing do tabaco e do fumo”, é a mensagem comum a todos os cartazes da campanha 2010 da OMS. O governo já está percebendo a necessidade de ajudar quem quer deixar o vício. Aumenta o número de unidades de saúde que oferecem tratamento gratuito para ajudar a quem quer abandonar a nicotina.

As igrejas também podem dar sua contribuição.

Outro exemplo vem da Paraíba, onde a Secretaria estadual de Saúde está realizando cursos de capacitação em abordagem e tratamento do fumante para cerca de 120 profissionais (médicos, enfermeiros e psicólogos) da atenção básica, que atuam em 40 municípios com mais de 10 mil habitantes. De acordo com dados do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Secretaria, no ano passado na Paraíba, 215 pessoas morreram vítimas de câncer de pulmão e brônquios, 59 de laringe, 50 por câncer de boca e 23 de faringe. Em 2008, foram 218 óbitos por câncer de pulmão e brônquios, 40 por câncer de boca, 55 com câncer de faringe, 52 por câncer de laringe. Todas doenças relacionadas ao tabagismo. (Por Lenildo Medeiros) Leia mais sobre o combate ao fumo e prevenção ao tabagismo e dependência de nicotina: Convenio Marco de La OMS para El Control Del Tabaco.

Última atualização: Quinta, 17 Julho 2014 23:05