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Para refletir sobre a "revolução dos dados" e as pessoas na Web 2.0

Alguns trechos de entrevista do portal Meio e Mensagem com o ex-cientista chefe da maior livraria virtual do planeta, o alemão Andreas Weigend (ex da Amazon.com), traz luz sobre uma verdadeira revolução em curso que deve afetar, também de forma intensa, tanto na sua maneira de ser quanto em sua forma de abordar pessoas, a igreja evangélica brasileira. Segundo descreve o jornal na matéria divulgada nesta segunda-feira (24), o especialista, que esteve no Brasil para palestras a empresários, "defende que o mundo vive a era da Revolução Social dos Dados, pela qual, com a ajuda da tecnologia, as informações colocadas pelas pessoas à disposição do mundo dobram a cada dois anos". Fazendo a substituição da palavra "consumidores" por "pessoas" e desconsiderando a questão das relações de consumo e os interesses e pressupostos envolvidos num processo de compra e venda, leia a seguir alguns trechos das respostas de Weigend que podem ser úteis também para a reflexão de líderes cristãos. "A chamada web 2.0 instaurou uma nova realidade, na qual as pessoas compartilham seus dados, seus interesses e suas vidas com o mundo através da internet. A Revolução Social dos Dados consiste exatamente no compartilhamento de informações sobre diversos consumidores que, antes, eram restritas à esfera privada(...) Hoje em dia, as pessoas compartilham espontaneamente seus dados com o mundo(...) Nem sempre o consumidor sabe exatamente o que procura e, por isso, aceitam abrir sua privacidade para receber as melhores opções." "É crucial entender e conversar com as pessoas através de seus amigos, de seus relacionamentos. O marketing tradicional aprendeu a falar com as massas e criou um consumidor de massa, que não existe mais. O marketing social é fundamentado nos relacionamentos e nos dados pessoais. É claro que é preciso haver cautela para não parecer intrusivo e usar as preciosas informações que o marketing tem em mãos de forma a não criar um efeito negativo." "Essa ainda é uma realidade nova e está em fase de experimentação. A Best Buy, por exemplo, possui uma equipe grande que acompanha o que é dito no Twitter para reunir tendências e melhorar seus serviços." "M&M - Que conselhos você daria para uma empresa que deseja ganhar relevância entre os consumidores? Weigend - Construa as melhores opções. Ouça o que as pessoas têm a dizer e trabalhe com respeito. Ouça seu consumidor, avalie os dados disponíveis e melhore seus produtos e seus serviços. É importante lembrar sempre que o consumidor não está compartilhando seus desejos mais secretos sem querer nada em troca. O que eles querem é atenção e respeito." Leia aqui a íntegra da entrevista (pode exigir cadastro para permitir a leitura).