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Relatório sobre a Situação Social Mundial 2005

O Report on the World Social Situation 2005 (Relatório sobre a Situação Social Mundial 2005) das Nações Unidas, divulgado hoje (25/8), é um grito de alerta para a desigualdade persistente e crescente em nível mundial. O Relatório concentra-se no abismo que existe entre as economias formais e informais, o fosso cada vez maior entre os trabalhadores qualificados e não-qualificados, as disparidades crescentes nas áreas de saúde, educação e oportunidades de participação social, econômica e política. Segundo o Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, "o Relatório pode ajudar a orientar medidas decisivas que visem construir um mundo mais seguro e próspero, em que as pessoas possam usufruir dos seus direitos humanos e liberdades fundamentais".

Seguem alguns extratos de informações do relatório: - Apesar do crescimento econômico considerável registrado em muitas regiões, a desigualdade a nível mundial é maior do que há 10 anos. - Segundo o Report on the World Social Situation 2005: The Inequality Predicament (Relatório sobre a Situação Social Mundial 2005: O Problema da Desigualdade), as desigualdades entre países e dentro dos mesmos têm acompanhado a globalização. - As taxas de desemprego dos jovens são particularmente altas. A probabilidade de os jovens estarem desempregados é duas a três vezes superior à dos adultos. - Os jovens constituem atualmente 47% do total dos 186 milhões de desempregados do mundo. - Quase um quarto dos trabalhadores do mundo inteiro não ganha o suficiente para conseguir ultrapassar o limiar de pobreza de um dólar por dia e melhorar a situação da sua família. - Em muitos países, as desigualdades salariais aumentaram desde a década de 1980, tendo-se registrado uma diminuição dos salários mínimos reais e um aumento acentuado dos rendimentos de nível mais elevado. - As desigualdades nas áreas da saúde e da educação aumentaram, especialmente dentro dos países. As desigualdades em termos de esperança de vida aumentaram significativamente. O HIV/aids tem agravado as diferenças, especialmente entre a África e o resto do mundo. Há também grandes disparidades no que se refere ao acesso à imunização, cuidados maternos e infantis, nutrição e educação. - A violência é muitas vezes fruto da desigualdade. É perigoso para a paz e segurança nacionais e internacionais permitir que a desigualdade econômica e política se agravem. A desigualdade a estes níveis, especialmente a luta pelo poder político, por terras e por outros bens, pode gerar desintegração e exclusão social e conduzir ao conflito e à violência. Entre as manifestações deste tipo de violência mencionadas no Relatório estão a guerra, a utilização de crianças-soldado, e a violência doméstica e sexual. - Os povos indígenas, as pessoas com deficiência, os idosos e os jovens são normalmente excluídos de processos de decisão que afetam o seu bem-estar. Continuam, em muitos casos, a ser negados direitos humanos a estes grupos, que têm sido alvo de discriminação ao longo da história e que também são freqüentemente excluídos do processo político. Com base nestas conclusões, o relatório recomenda: + Uma distribuição mais eqüitativa dos benefícios de uma economia mundial cada vez mais aberta. Promovendo a participação democrática de todos os países e todos os povos nos processos que determinam as prioridades internacionais de desenvolvimento. + Esforços especiais no sentido de integrar grupos marginalizados na sociedade. + Dedicar atenção à necessidade de reduzir as desigualdades no acesso a recursos e oportunidades. + Melhorar as condições que existem na economia informal através da realização de programas de proteção social e do estabelecimento de ligações melhores entre a economia formal e informal. + Aumentar as oportunidades de emprego produtivo e digno; os jovens devem ser um dos alvos das políticas e programas de emprego. (Fonte: Nações Unidas Brasil/ONU)

Atualizada: Domingo, 20 Julho 2014 22:54

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