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Universidade da Bahia ouve lideranças de bairros vizinhos para fazer inclusão social

A Universidade Estadual da Bahia (UNEB) está recebendo líderes comunitários de bairros vizinhos para construção de amplo programa de inclusão social. Lideranças de igrejas evangélicas também podem participar com análises e sugestões.

Para tanto, deverão procurar a Reitoria da universidade. Uma primeira reunião com representantes dos moradores das localidades da Cabula, Engomadeira, São Gonçalo, Estrada das Barreiras, Tancredo Neves e Beiru, em Salvador, foi realizada no final de janeiro.

Todas estas comunidades são muito carentes em infra-estrutura de lazer e saneamento, e com parcela da população no mercado informal de trabalho e sem perspectivas educacionais. Elas têm em comum a proximidade com o Campus da universidade.

O objetivo da UNEB com estas reuniões, que prosseguirão acontecendo, é interagir e colaborar com seus vizinhos, para construir, democraticamente, um conjunto de ações a serem realizadas com a participação da comunidade universitária. “Vamos montar uma sala especial para ouvir todas as demandas dos representantes da comunidade, um a um”, garantiu o reitor da UNEB, Lourisvaldo Valentim.

Nos próximos meses, uma comissão da universidade vai ouvir todas as carências das comunidades. Na primeira reunião, os representantes falaram das principais dificuldades que enfrentam: analfabetismo juvenil e adulto, evasão escolar, falta de espaços de lazer, falta de saneamento, entre outros. O programa está vinculado à Pró-Reitoria de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação (PPG). Para o professor do Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC), Eduardo Dantas, e os mestrandos Romilson Sousa e Ivy Mattos, que estão coordenando as ações na UNEB, a idéia é formar uma rede de apoio, ouvindo a comunidade e servindo como mediador entre seus anseios e o poder público. O programa também conta com a participação de estudantes e técnicos da universidade que já atuam em programas sociais.

Estavam presentes à primeira reunião: Norma Ribeiro, moradora do bairro do Beiru e dirigente da Associação de Proteção e Defesa Unidos do Beiru, que declarou seu objetivo com a frase “nós vamos salvar nossos filhos”; Domingos Sérgio, da Associação Arca do Axé, que manifestou seu sonho de “ver essa rede funcionando e respeitando as diferenças entre as comunidades”; representantes de religiões católica, espírita e afro-brasileiras; da Associação Comunitária e Carnavalesca África-Bahia e de rádios comunitárias, grupos de capoeira e outras associações de moradores.

Atualizada: Quarta, 26 Novembro 2014 09:06