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CNBB mobiliza mais de 10 mil paróquias para abraçar a causa da hanseníase

Em uma ação inédita, a Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) mobilizou 10,2 mil paróquias em todo o Brasil e igrejas cristãs para que os sacerdotes e ministros da palavra falem aos fiéis sobre a hanseníase durante as missas ou celebrações dominicais. A iniciativa, que tem apoio do Ministério da Saúde, foi anunciada, em Brasília, durante entrevista coletiva do secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara, e foi prevista para o domingo, dia 10. A mobilização visa a aumentar o conhecimento sobre a doença e superar o preconceito e o estigma com os doentes. Para a diretora do Programa Nacional de Controle da Hanseníase, Maria Aparecida de Faria Grossi, a igreja pode ampliar a possibilidade de levar informação atualizada sobre a doença a todas comunidades brasileiras. "A capilaridade da igreja pode ajudar muito para que mais e mais brasileiros descubram tem ou não a doença, façam o diagnóstico precoce e iniciem o tratamento", destacou.

De acordo com Dom Dimas Lara, durante as cerimônias, aqueles que presidem as paróquias devem falar aos fieis sobre a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento da hanseníase, doença curável cujos medicamentos estão disponíveis gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). "Nós enviamos uma carta para todas as dioceses do Brasil com sugestões de homilia, de modo que os padres e pregadores possam explicar melhor sobre a realidade da doença", afirmou.

 

A inclusão da hanseníase nas missas e celebrações foi motivada pelo fato de que o tema do domingo, 10, foi o Evangelho de Lucas (capítulo 17, versículos 11 a 19), que narra a cura de dez "leprosos" em uma das peregrinações de Jesus Cristo. "Lepra" é o nome como a hanseníase era chamada no Brasil até 1976. O tema escolhido pela CNBB é "A Missão de Jesus continua hoje: Hanseníase tem cura".

 

Para o coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Artur Custodio, os números de casos no Brasil ainda são altos, mas não por falta de trabalho.

 

DOENÇA NO BRASIL – O número anual de casos novos da doença vem caindo desde 2003 no Brasil. Naquele ano, foram 51.941 registros. Em 2009, foram 37.610 notificações. "Apesar da redução no número de casos, a doença se concentra nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e ainda é um problema de saúde pública, que exige vigilância permanente", alerta Maria Aparecida. Com relação à transmissão entre menores de 15 anos, adotado pelo governo brasileiro como principal indicador de monitoramento da endemia para transmissão ativa da doença, o número de casos em 2009 foi de 2.669, contra 3.444 em 2006.

 

É importante que todas as pessoas com manchas brancas ou vermelhas ou áreas dormentes no corpo procurem o serviço de saúde. A doença é infecciosa e atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos. A doença pode causar deformidades físicas, evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato, disponíveis no SUS.

 

REFORÇO – Para reforçar a ação da CNBB, a coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Irmã Vera Lúcia Altoé, enviou, no dia 23 de setembro, uma carta para todas as coordenações da entidade, convidando para participarem da mobilização. As lideranças da Pastoral da Criança também foram incentivadas a inserir o tema da hanseníase em suas atividades, como as visitas domiciliares e as reuniões de avaliação.

 

Essas ações são resultados de uma recomendação da Comissão de Hanseníase do Conselho Nacional de Saúde (CNS), formada por entidades da sociedade civil e áreas técnicas do Ministério da Saúde, entre os quais o Programa Nacional de Controle da Hanseníase. Também integram a comissão a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), Conselho Nacional de Secretários Saúde (CONASS), Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS), Morhan, Pastoral da Criança e Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas, entre outros. Uma vez aprovada pelo CNS, a proposta teve o apoio da CNBB, do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), dos Franciscanos e a Pastoral da Saúde.

 

Confira nos links dos parceiros abaixo, a íntegra, das cartas, mensagens e orientações às coordenações, fieis e sacerdotes divulgadas pela CNBB e pastorais da Criança e da Saúde.

 

www.cnbb.org.br

www.pastoraldacrianca.org.br

www.morhan.org.br

 

Fonte e outras informações: Ministério da Saúde

Atualizada: Segunda, 18 Outubro 2010 16:23