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Religioso alerta para situação de desesperança dos índios guaranis

Em discurso e entrevistas no Parlamento Sueco, dia 6, o ganhador do Prêmio “Right Livelihood Award” (uma espécie de “Nobel alternativo”), o bispo católico Erwin Kräutler denunciou a situação de “dor, desespero e insegurança” em que vivem os índios guaranis e protestou contra a construção da Usina de Belo Monte, a terceira empresa hidroelétrica do mundo e uma ameaça ao ecossistema da região.

Sobre os guaranis, Kräutler, que é o presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), explicou que os indígenas estão "confinados" em pequenas áreas, onde os jovens "não enxergam nenhum futuro" e onde o índice de suicídios é "alarmantemente alto". E ainda afirmou: o atual governo brasileiro está "ignorando" esse "genocídio cruel" que está ocorrendo.

Nesta linha, observou que os povos indígenas sabem que não sobreviverão se a Amazônia seguir sendo "violada e arrasada". O principal problema da Amazônia tem a ver com a propriedade e o uso da terra, e a violência rural está vinculada à concentração da propiedade da terra e a "vergonhosa impunidade".

Atualizada: Sábado, 30 Agosto 2014 11:05