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Marina defende que Brasil lidere pelo exemplo para quebrar marasmo da COP-16

A senadora Marina Silva, do Partido Verde (PV-AC) afirmou que "o Brasil deve liderar pelo exemplo" ao defender que o país participe de um acordo entre todas as nações para que cada uma assuma compromissos e ações efetivas para enfrentamento das mudanças climáticas e que todos os grandes emissores assumam metas obrigatórias de redução de gases efeito estufa (GEEs). "Temos de manter o protagonismo assumido em Copenhague (na COP-15, no fim de 2009) para a promoção de políticas que respondam com urgência à crise climática", declarou a senadora durante seu último dia de participação da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-16), em Cancún, México. As informações são da assessoria da senadora.
Na avaliação de Marina, se o Brasil assumir esse posicionamento criará condições para o "constrangimento ético" dos grandes emissores de GEE (como EUA, Japão, Rússia e Canadá) diante da opinião pública internacional. Esses países se mostram refratários à continuidade do Protocolo de Kyoto, cuja vigência termina em 2012. O protagonismo brasileiro, segundo a ex-candidata do PV à Presidência da República, não deve parar aí. É preciso que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assine o decreto de regulamentação da lei que criou a Política Nacional de Mudanças do Clima e, em especial, qual será o teto de emissões estabelecido para 2020.

 

A importância do anúncio desta meta nacional fará com que se comece a discutir seriamente as cotas que cada país deverá cumprir para alcançar a redução necessária para evitar que a temperatura do planeta aumente mais que 2 graus Celsius.

 

"As emissões globais continuam subindo em ritmo acelerado e as expectativas de seu controle foram reduzidas. Temos de acabar com as omissões dos governos, assumir compromissos e mobilizar a sociedade global na construção de bases estruturais que assegurem o futuro da vida no planeta", concluiu Marina.