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Estudo sobre como nasce e morre o brasileiro

  • Por Lenildo Medeiros
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Outro dia recebi um e-mail de divulgação de uma campanha de arrecadação de fundo de uma igreja. O objetivo era a compra de um elevador panorâmico para o templo. Isso mesmo! Hoje eu recebo esses números do Ministério da Saúde e, lembrando de fatos das agendas evangélicas mais comuns, fico me perguntando: será que não tem algo errado com esse nosso modelão de igreja em que vivemos? Será que nossas prioridades estão ordenadas corretamente? Nessas horas tem outro pensamento que me ajuda a manter a esperança. É que ainda bem que também temos grupos de cristãos para os quais a causa da criança desnutrida, da saúde da mulher pobre, especialmente durante a gravidez, e dos doentes nos hospitais públicos, é mais importante do que o patrimônio do templo e a programação de eventos religiosos. É para estes que deixo aqui alguns caminhos de informações atualizadas sobre os constantes desafios da saúde no Brasil: vejam os números mais recentes que revelam como nascem e morrem os brasileiros, as novas taxas de mortalidade materna e infantil, das doenças crônicas, agressões e acidentes, entre outros temas relacionados.
O trabalho foi divulgado nesta terça-feira, 14/12, e é o resultado da análise da situação de saúde e da agenda nacional e internacional de prioridades em saúde feita pelo Ministério da Saúde, IPEA, USP, UnB, UFF entre outros. Em sua sexta edição, o Saúde Brasil 2009 traça o perfil de como nascem e morrem os brasileiros. Entre outros aspectos, o estudo analisa a agenda nacional e internacional de prioridades em saúde relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

 

Segundo a pesquisa, entre 1989 e 2006 a proporção de crianças menores de cinco anos com baixo peso para idade caiu de 7,1% para 1,8%; e com baixa altura, de 19,6% para 6,8%. O perfil da mortalidade também vem mudando. A taxa de mortes de crianças menores de cinco anos, por exemplo, caiu 58% em 18 anos, além de queda de 56% nas mortes maternas por complicações na gravidez, parto e puerpério. O estudo também mostra queda de 17% nas mortes por doenças crônicas na população em geral. Entre a população de 20 a 29 anos, os homens morrem quatro vezes mais por agressões e acidentes do que as mulheres da mesma faixa etária. Em relação aos partos, o Brasil registra queda de 10% no total de nascimentos entre 2000 a 2008.

 

Leia mais detalhes da pesquisa:

 

Brasil reduz taxa de desnutrição infantil e atinge meta estabelecida pela ONU

 

Taxa de mortalidade na infância cai 58% no Brasil

 

Mortalidade materna por complicações na gravidez, parto e puerpério cai 56%

 

Cai total de partos, especialmente entre as mais jovens

 

Homens de 20 a 29 anos morrem quatro vezes mais que mulheres da mesma faixa etária

 

Mortes por doenças crônicas caem 17% no Brasil

 

Do total de mortos em acidentes e por homicídios, 83% são homens

 

Confira a apresentação: “Saúde Brasil 2009 - uma análise da situação de saúde e da agenda nacional e internacional de prioridades em saúde”

 

Fonte: Ministério da Saúde