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Tragédias por eventos naturais e omissão do Estado

Deu no UOL: “Brasil sob chuvas. Equipes buscam 3 desaparecidas no Vale do Paraíba. Kassab diz que piscinões evitaram mais prejuízos em SP; analistas vêem descaso histórico. Minas Gerais eleva para 65 o número de cidades em situação de emergência. Enchentes aumentam risco de contágio por doenças infecto-contagiosas”. Pois é. Todo ano é a mesma coisa: mês de janeiro e fevereiro de tragédias por causa de enchentes e desmoronamentos. A ex-senadora Marina Silva, especialista em assuntos de meio ambiente, ex-candidata a presidente e membro da Assembleia de Deus, comentou: “A primeira semana de 2011 ainda não havia terminado e já tomávamos conhecimento pela imprensa das primeiras vítimas das chuvas no ano, como Deise e seu filho Tauã em Mauá (SP), um homem de 38 anos em Santa Rita do Sapucaí (MG) e três crianças na região de Petrópolis (RJ). Tenho dito que os eventos são naturais, mas a exposição de pessoas, principalmente a população mais pobre, a esses eventos é fruto da omissão do Estado brasileiro. Sabemos que o aquecimento do clima provoca eventos extremos com mais intensidade e mais freqüência. Avançamos no conhecimento e na capacidade de previsão dos ciclos climáticos. (…) A intenção do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, é criar um centro de prevenção de catástrofes. Nada mais oportuno, posto ser fundamental transformar as informações já disponíveis (e são muitas) em ações efetivas, em capacidade de organização para evitar que eventos naturais se transformem em tragédias para a vida de milhões de famílias a cada final e início de ano”, disse, em texto intitulado “Não à naturalização do descaso” em seu blog, a ex-ministra do Meio Ambiente no governo Lula.

E continuou seu raciocínio, questionando a efetividade de alguns programas e planos oficiais e apresentando sugestões: “Frente aos primeiros sinais de agravamento da situação que pode afetar milhões de famílias, a presidente Dilma deveria convocar, por meio da Casa Civil, os ministros mais diretamente relacionados à prevenção e resposta aos desastres ambientais para articular as ações que possam evitar, ou pelo menos minimizar, novas tragédias. O Conselho Nacional de Defesa Civil também deveria ser reunido o mais rapidamente possível para acelerar os processos de estruturação do Sistema Nacional”.

 

Leia o texto de Marina Silva sobre as enchentes, que foi o segundo postado em 2011 em seu blog, na íntegra.