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Potencial sofrimento humano exposto em relatório econômico de riscos globais 2011

  • Por Lenildo Medeiros
  • Publicado em economia
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“O aumento expressivo da população global e prosperidade crescente estão aumentando a pressão e tornando insustentável a provisão de recursos. A demanda por água, alimentos e energia deve aumentar em 30-50% nas próximas duas décadas, enquanto as disparidades econômicas incentivam respostas a curto prazo na produção e no consumo, ameaçando a sustentabilidade no longo prazo. Esse tipo de escassez pode causar instabilidade social e política, conflitos geopolíticos e danos ambientais irreparáveis”, aponta um novo relatório divulgado nesta quinta-feira, 20, pelo Fórum Econômico Mundial (WEF, de World Economic Forum).

O relatório “Global Risks 2011 (Sixth Edition) - An initiative of the Risk Response Network” trata dos problemas enfrentados pela sociedade em todo o mundo, e os riscos deles decorrentes para a população. Segundo uma rede de especialistas em dar respostas a riscos, as tendências mais importantes a serem minimizadas são: mudanças de pólos de poder global, incertezas econômicas, a escassez de recursos e fragilidade institucional. Dentre as soluções apontadas, eles dizem ser vital encontrar novas e mais eficientes formas de cooperação internacional para reequilibrar as situação. Do ponto de vista cristão, tais riscos devem ser motivo de oração e ação, especialmente por embutirem perspectivas sombrias e obviamente relacionadas com o sofrimento de pessoas e a felicidade ou não de famílias.

No estudo, os especialistas identificaram também sinais de uma certa falta de liderança mundial, aumento da intolerância e do extremismo, e relataram que o acesso ampliado às comunicações e ferramentas de conectividade está levando a uma transferência de poder do topo para as bases.

E para quem pensa que economia nada tem a ver com a vida diária de uma pessoa, e para o líder cristão que diz não ter tempo para essas questões por estar “ocupadíssimo com as tarefas da igreja e a organização dos cultos”, seria bom refletir um pouco sobre esta frase do relatório:

A questão da disparidade econômica está fortemente interligada com corrupção, os desafios demográficos, a fragilidade estatal, os desequilíbrios mundiais e o colapso dos preços. Tudo isso influenciando doenças crônicas, doenças infecciosas, o comércio ilícito, a migração, insegurança alimentar, terrorismo e armas de destruição em massa.

Outra tendência que pode ter relação com uma das mais tradicionais formas de associação humana, a igreja, diz respeito ao trecho do relatório que afirma que “as disparidades econômicas também estão contribuindo para um amplo processo de fragmentação social global”. E que, com a internacionalização da mídia e a interconectividade, “as formas tradicionais de associação estão sendo erodidas. A confiança nas instituições, parece ter caído”.

Leia o relatório sobre os riscos globais 2011 (em inglês e online, com gráficos e vídeos). Ou pegue uma cópia, em PDF, na seção de anexos mais abaixo.

E ainda: Como contraponto ao Fórum Econômico Mundial, que considera o PIB (Produto Interno Bruto) como referência para avaliar a situação de uma localidade, leia o "Relatório de Desenvolvimento Humano 2010: A Verdadeira Riqueza das Nações - Vias para o Desenvolvimento Humano - edição de 20o aniversário (em português, no anexo logo abaixo), que usa uma alternativa ao PIB, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) para fazer a mesma avaliação.

Atualizada: Sábado, 26 Julho 2014 14:42