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Tunísia, Islamismo e Cristianismo

Dois textos sobre a Tunísia divulgados nesta quarta-feira, 23, tratam do difícil tema religião e política, mas com perspectivas que valem ser comparadas. O primeiro, divulgado pelo diário de grande circulação, O Estado de São Paulo, tem o título “Tunísia, modernidade islâmica” e foi escrito pelo pscicanalista Sergio Telles, que foi embaixador naquele país. O outro, “Sacerdote católico é assassinado na capital da Tunísia”, saiu na página da organização cristã de combate à perseguição religiosa, a missão Portas Abertas.

Alguns trechos de Telles:

 

“É prematuro imaginar a súbita conversão democrática de países tradicionalmente autocráticos, onde a hierarquia de lealdades privilegia chefes de clãs e secundariza o Estado. Dentre eles a maioria árabe islâmica de origem tribal, cuja governabilidade veio sendo viabilizada por meio de ditaduras centralizadoras, a coesão nacional tendendo a ser coercitiva, apoiada pelas Forcas Armadas e leis corânicas de controle da população. Mesmo em nações pluralistas, como o Líbano, o direito de família ainda é regido pelas religiões”;

 

“Evidencie-se a exceção da Tunísia, que (...) aboliu a monarquia e promoveu um republicanismo laico” (…) Embora mantidos os direitos civil e criminal do Estado laico, o culto islâmico da interpretação moderada do Corão serve ao governo como fator de coesão nacional (…) Coerente, o islamismo tunisiano provavelmente prosseguirá moderado e pacífico, preservando a modernidade que o distingue de alguns parceiros regionais e o prestigia internacionalmente.”

 

Do site Portas Abertas:

 

“Cinco semanas após a importante Revolução do Jasmim, em 14 de janeiro, que marca a liberdade da nação, um cristão é assassinado em Tunis, na capital, dentro da escola onde trabalhava. No último dia 18, a Portas Abertas teve o relato de um cristão local sobre a morte do sacerdote católico polonês, reverendo Marek Marius Rybynski, que foi encontrado morto em Tunis por outros padres após uma busca. O cristão da ordem Silésia teve a garganta cortada e foi colocado em um armário de armazenamento. A ordem Silésia informou que este é o segundo assassinato nos últimos tempos. De acordo com investigações preliminares da polícia tunisina, acredita-se que um "terrorista extremista" realizou o crime. O Ministério do Interior da Tunísia supostamente foi rápido em condenar o assassinato”.

 

As dúvidas sobre o que acontecerá com o país ainda pairam no ar, e as questões políticas se resumem em: “Quem tomará o poder? Como será o novo governo? Será que o povo ficará satisfeito?”

 

Leia “Tunísia, modernidade islâmica”, na íntegra no jornal O Estado de São Paulo.

 

Leia “Sacerdote católico é assassinado na capital da Tunísia”, no site da missão Portas Abertas.

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