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Remédios mais importantes para mulheres e crianças na gravidez, no parto e primeira infância

  • Por Lenildo Medeiros
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou nesta segunda-feira, 21, uma lista de 30 remédios prioritários para preservar a vida de mulheres e bebês na gravidez e no parto, e das crianças na primeira infância, até os cinco anos. Segundo o comunicado, "o acesso a medicamentos adequados é vital para alcançar as metas de saúde global. Mais de oito milhões de crianças menores de cinco anos continuam a morrer anualmente de causas como diarréia, pneumonia e malária. Estima-se que 1.000 mulheres morram diariamente devido a complicações durante a gravidez e o parto. Quase todas essas mortes ocorrem em países em desenvolvimento e a grande maioria pode ser prevenida quando medicamentos corretos estão disponíveis nas suas devidas formulações e são prescritos e utilizados corretamente".

A lista foi feita por especialistas que tomaram como base os mais recentes documentos e manuais da OMS sobre o tema. Os seguintes exemplos de complicações e da ação corretiva dos medicamentos foram mencionados:


"As hemorragias ou sangramentos graves são a principal causa de morte materna. Podem matar uma mulher saudável dentro de duas horas após o parto. Uma injeção de oxitocina logo após o parto pode parar o sangramento e fazer a diferença entre a vida e a morte. Outros medicamentos da lista para as mães são para tratar infecção, pressão alta e doenças sexualmente transmissíveis, bem como medicamentos para prevenir o nascimento prematuro. Todos os anos, a pneumonia mata cerca de 1,6 milhão de crianças menores de cinco anos, mas o tratamento com antibióticos simples poderia evitar cerca de 600.000 mortes. Melhorar o acesso a Sais de Reidratação Oral (SRO) e comprimidos de zinco pouparia muitos dos 1,3 milhão de crianças que morrem anualmente de diarréia. As doses apropriadas as combinações certas de anti-maláricos e anti-retrovirais são essenciais para reduzir o número de mortes e o sofrimento infantis por causa da malária e doença relacionada à Aids".

A diretora do departamento de saúde de grávidas, recém-nascidos, crianças e adolescentes da OMS, Dra Elizabeth Mason, explicou que um dos objetivos da lista é convencer os governantes de que precisa priorizar e tornar disponível a todas as pessoas estes remédios. E mencionou o caso da África onde, por exemplo, menos da metade dos pontos de distribuição de medicamentos oferecem sais de reidratação, e onde o zinco é mais difícil ainda de ser encontrado, deixando muitas crianças com diarréia sem tratamento. Outro exemplo, mais geral, é a falta de medicamentos específicos para crianças, tendo como consequência uma grande necessidade de adaptação de remédios para adultos. Isto gera problemas como dosagens imprecisas e dificuldades de ingerir por causa do gosto ou do cheiro, e as vezes, até, quando não se tem a ideia de dissolvê-lo, pelo tamanho de um comprimido.

"Os medicamentos produzidos na forma líquida são mais caros do que os comprimidos ou aqueles em pó e também são mais difíceis de empacotar, armazenar e transportar, devido ao volume, peso e necessidade de refrigeração. A lista que elaboramos diz exatamente o que os fabricantes devem estar produzindo para atender às necessidades dos países", disse o Dr. Hans V. Hogerzeil, diretor do departamento da OMS para medicamentos essenciais e políticas farmacêuticas.

Veja abaixo o link para a lista (em inglês) de 30 medicamentos prioritários para a saúde da mulher e do bebê na gravidez e no parto, e da criança até os 5 anos.