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Sim, há futebol arte atualmente e ele não é brasileiro

  • Por Marcos Custódio
  • Publicado em esporte
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Existem momentos de arte, de beleza, que se definem pela estética, plasticidade, pela forma como isto pode ser eternizado com algo que nos marca pela sua singularidade. Mona Lisa, Da Vinci, O Messias de Hendel, Os Dez Mandamentos de Cecil DeMille... e o Barcelona de Messi. Sim, o Barcelona de Messi está sendo uma daquelas antologias da arte contemporânea. Em meus 37 anos, vi dois grandes esquadrões de futebol me deixarem atônito. Eles me fizeram me apaixonar por futebol: a Seleção Brasileira de 82 e, agora, o Barcelona de Messi. É impossível para quem é amante do futebol não se encantar com a forma como este time vem se apresentando nos campos da Europa. Na final da Champions League, no sábado, a arte catalã (eles não gostam de ser chamados de espanhóis) venceu o pragmatismo inglês com precisão britânica (desculpe o trocadilho, não resisti...).

O Barcelona traz de volta o ideal de que é possível jogar um futebol arte, vistoso, bonito, porém ao mesmo tempo competitivo, vencedor e de baixo preço. Sim, o time do Barcelona para ser formado custou menos da metade do preço do time inglês.

 

Não sei para quem você torceu, mas ali, olhando aquele time jogar, senti saudades do tempo de menino (mas sem saudosismos) em que olhando os craques do Brasil, pensava-se que jogar futebol era algo fácil, sem esforço e que o gol era o momento mágico daqueles instantes.

 

Neste mundo high-tech, mecanizado, de computadores e máquinas, a arte, a beleza e o belo nos comovem e nos fascinam! Todos os que gostam de futebol ficaram a tarde de sábado hipnotizados pela beleza do futebol do Barça.

 

Meu filho de 7 anos, de olhos grudados na TV, pergunta: Pai porque só o Barcelona joga assim? Fico sem responder e dou de ombros, penso apenas que, em nosso Brasil, resolvemos ser de primeiro mundo e copiamos o futebol feio, truncado e corrido jogado na Europa (que eles nem mesmo praticam atualmente).

 

Assim, assisto feliz a um jogo de um time que fica do outro lado do mundo, enquanto mudo de canal quando meu “time do coração” começa a jogar, pois é tão ruim que não vale a energia elétrica que vai gastar para assistir.

 

Já ouvi muitos dizerem que Deus não toma partido em jogos de futebol (ou outros esportes), pois Ele tem coisas mais importantes a fazer. Não acredito que Ele tenha interferido no resultado, mas ao criar Messi com os talentos que ele tem, ficou claro que Deus ficou satisfeito que a taça da Champions League tenha ido para a Catalunha. (por Marcos Custódio)

Atualizada: Terça, 31 Maio 2011 20:13