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Motivo de Oração: pelos hemofílicos e suas famílias

O Dia Nacional do Hemofílico é comemorado no dia 4 de janeiro, e os portadores da doença, muitos deles assistidos apenas pela rede pública, têm necessidades específicas de tratamento e procedimentos que nem sempre estão disponíveis quando precisam. Exemplo disso é a Terapia de Indução de Imunotolerância para o tratamento da hemofilia do tipo A. O procedimento consiste no uso de medicamentos que eliminam os inibidores de Fator VIII, que atua na coagulação sanguínea. O governo federal, através do Ministério da Saúde, anunciou em janeiro de 2012 que o acesso a este tipo de procedimento está garantido, o que significa que havia (ou ainda há) dificuldades para conseguir tal alívio. A Terapia de Indução de Imunotolerância é indicada para pacientes com até dez anos de idade.

Para garantir a oferta pelo SUS, o Ministério da Saúde investiu R$ 26 milhões na aquisição dos produtos. Para ter acesso ao tratamento, os pacientes precisam estar cadastrados em um dos 35 Centros de Tratamento de Hemofilia (CTH) do país, onde recebem orientação e acompanhamento médico para a obtenção e utilização do medicamento.

Segundo os médicos, a hemofilia não tem cura e a base do tratamento da doença é por meio da infusão do concentrado de fator de coagulação deficiente, que pode ser de origem plasmática ou recombinante. A hemofilia é uma doença hemorrágica, de herança genética, que leva à perda de mobilidade do paciente.

“Uma das complicações mais temíveis em pacientes com hemofilia refere-se ao aparecimento de inibidores. Neste caso, os pacientes acometidos passam a não responder à infusão do fator deficiente e apresentam episódios hemorrágicos de difícil controle”, explica o coordenador-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez. “Os medicamentos usados no momento certo contribuem para o desaparecimento de inibidores, fazendo com que a doença se normalize e, com isso, o paciente tenha a oportunidade de receber a dose domiciliar, ganhando mais independência para aumentar sua qualidade de vida”, acrescenta Genovez.

Atualmente, 15 mil portadores da doença são assistidos pela rede pública de saúde (recebem medicamentos pelo SUS, incluindo aqueles que possuem convênios e planos de saúde ou que recorrem ao sistema privado de saúde).