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Presidente muçulmano do Egito toma posse com discurso de respeito a direitos civis de outros religiosos

presidente-Egito-posse-junho-2012A principal notícia internacional do sábado, 30 de junho, nas agências, TVs e sites de informação global, é a posse do presidente do Egito, Mohammed Morsi. No discurso do novo líder, promessas de paz e amor com todas as forças políticas, religiões e vizinhos. Disse que será presidente de todos os egípcios, e garantirá os direitos civis da população, sem discriminar ninguém.

O ex-líder do segmento político do grupo islâmico Irmandade Muçulmana, primeiro presidente democrático do país com 51,73% dos votos, prometeu manter a ordem constitucional e defender os interesses de todo povo egípcio. Ao falar de cidadania e liberdade, fez menção e deferência tanto a muçulmanos quanto a cristãos do Egito. Na coletiva, um dia antes da posse, falou a jornalistas egípcios que não haveria "islamização das instituições do Estado" na sua presidência. Prometeu proteger o sistema republicano e respeitar a constituição. O Egito vai estar no caminho da legalidade e do respeito aos seres humanos. Enfatizou que, sob sua liderança, o Egito será inclusivo, pondo um fim a qualquer tipo de discriminação baseada em religião, questões étnicas ou gênero. O Egito tem cerca de 10 por cento de cristãos, a sua maioria ortodoxos da igreja cóptica. No local da cerimônia de posse, também havia representantes do clero cristão cóptico e muçulmano. Em nenhum momento fez menção ao sonho da irmandade muçulmana de criação de um estado islâmico.

A população do Egito é de 82 milhões, mas a representação muçulmana no parlamento era até agora exagerada e precisa considerar mais adequadamente minorias cristãs e seculares que vivem no país.

O discurso do presidente do Egito em sua posse, falando de respeito aos direitos civis, inclusive o dos cristãos, num contexto de tantas histórias de perseguição naquele país, tem deixado cristãos preocupados "de malas prontas". Vamos ver o que as palavras do novo presidente traduzem na prática. Boa oportunidade para demonstrar que irá além das palavras está no período do jejum do Ramadã, data religiosa islâmica fundamental, com propósitos pacíficos de renovação espiritual, porém que algumas vezes, por suas exigências de rigidez e disciplina, confunde a cabeça do segmento extremista muçulmano, que leva o grupo a se tornar algoz daqueles que pensam diferente, especialmente os cristãos. Este ano, o mês do Ramadã começa em 20 de julho e vai até 18 de agosto.