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O que um motorista precisa entender sobre a péssima ideia de dirigir bêbado

Eventos da magnitude do carnaval tornam obrigatórias medidas preventivas que minimizem os riscos para a população em geral. Como o espaço urbano onde acontece aquela que é considerada por muitos a maior festa popular do mundo, a cidade do Rio de Janeiro recebe neste período um fluxo de visitantes maior do que o habitual, oriundos de outros estados brasileiros e de todas as partes do mundo.

Milhares de pessoas, por outro lado, deixam a cidade nos dias que antecedem o início oficial das festividades. Além dos desfiles das agremiações de samba, que mobilizam milhares de participantes e espectadores, os blocos de rua assumiram nos últimos anos uma dimensão que seria mesmo de se esperar, considerando as características de segmentos expressivos do povo carioca.

O poder público, em todos os seus níveis, é responsável por essas medidas e não tem fugido a suas responsabilidades nesse sentido. Sem a seriedade com que se prepara para o período carnavalesco, as diversas instâncias governamentais, em nível federal, estadual e municipal, teriam que pagar um preço político muito mais alto do que o que normalmente paga por conta de situações que a prevenção em si não tem como controlar. Não se pode prever, por exemplo, que um motorista embriagado provoque um acidente grave, embora a Lei Seca possa impedir que isso aconteça se os agentes o abordam a tempo e o impedem de continuar a dirigir antes do acidente.

Neste sentido, as ações preventivas não podem se limitar ao que o poder público faça. A própria população tem um papel a cumprir a esse respeito. O citado motorista precisa entender que a ideia de dirigir bêbado é uma tragédia anunciada, e não só para ele. Há quem pense que carnaval é sinônimo de quebra de todos os limites. Nessa concepção, carnaval e prevenção são como água e óleo. Brincar o carnaval dentro dos limites estabelecidos por medidas preventivas seria, de fato, não brincar o carnaval. Quando o que está em jogo são vidas humanas, pensar e agir dessa maneira obriga a que o poder público, em nome da ordem social, tenha que trabalhar com outro tipo de rima – e sempre muito pior: em lugar do preventivo, entram o restritivo e o punitivo.

Cabe às organizações governamentais e não governamentais advertirem para os riscos do uso abusivo de substâncias psicoativas, sejam as drogas consideradas lícitas, sejam as catalogadas como ilícitas. Em geral, esse abuso leva à referida quebra de limites, ocasionando aumento nos índices de acidentes de trânsito, homicídios, suicídios, roubos e ocorrências policiais de outros tipos. O prejuízo é de quem está diretamente envolvido, porém se estende a outros pessoas, a começar pelos familiares. Perde a sociedade e perde o próprio carnaval, que passa a ser visto não como uma divertida festa popular, mas como um período perigoso na vida de uma parte da população cuja alegria não tem a empolgação carnavalesca como motivo. Perde inclusive a parcela que gosta e participa da festa, pois em muitos casos sua alegria é interrompida antes mesma da chegada da quarta-feira de cinzas.

Veja os vídeos da campanha do Ministério da Justiça para o Carnaval 2014, intitulada "Bebeu, Perdeu", que, entre outras funções, conscientiza quanto à proibição de ceder ou vender bebidas alcoólicas para adolescentes.

Atualizada: Sexta, 19 Setembro 2014 15:42

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