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Cristãos da sua igreja nos créditos de animações da Disney e Pixar. Por que não?

Uma das tarefas do púlpito cristão é a de despertar e orientar vocações profissionais, de acordo com os dons e talentos que Deus dá aos jovens, e lembrando sempre que em todas as áreas é possível, e necessário, servir ao Senhor de todo o coração e fazer o bem ao próximo, como a si mesmo. Algumas lideranças têm feito isso, mas o problema da maioria é concentrar-se apenas naqueles ofícios digamos mais “sagrados”, o do sacerdote, do ministro de música e da educação religiosa... Assim, deixam de lado muitas áreas ainda pouco exploradas pela igreja e sua juventude. Por exemplo, o caminho dos personagens de desenhos animados. Mas, será que não dá pra pensar que haver cristãos comprometidos com o Senhor nessa profissão seria mais uma forma de atingir crianças e adolescentes, e muita gente de outras faixas etárias, com o testemunho e a Palavra de Jesus, numa linguagem super-eficiente?

Motivar e encaminhar para escolas onde é possível refinar o talento artístico de jovens e adolescentes cristãos, portanto, pode ser de grande relevância para o cumprimento da missão. Personagens animados se comunicam intensamente com o público, especialmente o infantil. E a mensagem nem sempre precisa ser ambientada na antiguidade. Pode ser transmitida num contexto bem mais secular. A mensagem do amor de Deus e da salvação em Cristo não muda. Mas a linguagem bem pode ser a dos desenhos animados ou aquela do bom testemunho no trabalho, do desempenho exemplar e da competência numa equipe de animadores dos melhores estúdios do mundo. Às vezes, sem palavras. Desenho animado, segundo a Universidade CalArts, ligada à Disney e Pixar, “não é apenas ilustrar palavras, mas capturar os pensamentos”. Ir além do que é literal pode passar a mensagem com eficácia ainda maior. Ou como avalia resenha de livro no jornal The New York Times sobre o premiado estúdio que inovou na animação, trazendo inclusive o interesse de “crianças” de todas as idades: Se há um entendimento que distingue o trabalho da Pixar, é que tecnologia é apenas uma ferramenta que leva você adiante. “Mas a menos que você aprenda como colocar ali valores humanos (como o prazer de contar uma estória), mesmo a mais sedutora das imagens perderá o rumo”. Por tudo isso, uma dica pra divulgar pra garotada da sua igreja é a oitava edição do Festival Brasileiro de Animação - Anim!arte 2009 que acontece entre os dias 26 e 29 de outubro, na Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro, e nos dias 6, 7 e 8 de novembro, em São Paulo. Concorrem trabalhos em três categorias: Melhor Animação feita por Universitários, Melhor Animação feita por Estudantes do Ensino Médio e Fundamental e Melhor Animação feita por Estudantes Internacionais. O festival é uma excelente oportunidade para cristãos das mais variadas denominações chegarem mais perto desse mundo e iniciarem sua própria caminhada profissional. Até porque, mesmo sem tantos incentivos, e sem equipamento, dinheiro ou condições de trabalho adequadas, artistas cristãos já têm demonstrado que o talento é sua principal ferramenta quando atuam montando, nas igrejas, murais, cartazes, panfletos, cenários e por aí vai. Há casos também de gente que cruzou a fronteira da Igreja (e do país) e hoje faz sucesso nos Estados Unidos, como é o caso do desenhista presbiteriano Sérgio Cariello que já foi responsável pelos traços de super heróis tais como Demolidor, Homem-Aranha, Mulher-Maravilha e Batman, segundo reportagem do Diário do Norte do Paraná. O Diário informa que Cariello já desenvolveu uma História em Quadrinhos (HQ) com temática evangélica para a Family Life Ministries. Como ele, outros venceram as resistências e saíram das congregações e deram vazão às suas aptidões artísticas. O quadrinista Christian Sergi, de Maringá, PR, criou até um grupo de super heróis cristãos, os EF6, que lutam contra monstros denominados Demoniaks. As primeiras cinco mil cópias da HQ "Guerreiros de Cristo" - série com cinco edições com teor evangelístico - começaram a ser vendidas em bancas do Rio de Janeiro e de Maringá em meados de 2008. (Lenildo Medeiros, com participação de Marcelo Dutra)

Atualizada: Quinta, 11 Novembro 2010 16:38

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