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Seminário em Porto Alegre discute importância da família na vida de crianças e adolescentes

A convivência familiar e comunitária de criança e adolescente está sendo o foco das discussões do seminário “Criança: cadê a família?”, em Porto Alegre, RS. O evento, que começou ontem, tem continuidade hoje e é o sexto realizado no país pelo Grupo de Trabalho (GT) Pró Convivência Familiar e Comunitária, fruto de parceria da Associação Brasileira Terra dos Homens (ABTH) com os escritórios regionais do Unicef e apoio de outros parceiros. Os encontros do grupo, formado por entidades do governo e da sociedade civil de seis estados (BA, MA, PA, PE, RJ e SP) e gerido pela ABTH, são sempre antecedidos por um seminário aberto para profissionais que atuam na área da infância e adolescência. Criado em novembro de 2005, o GT se reúne, periodicamente, para debater modalidades alternativas à institucionalização de crianças e adolescentes, como a prevenção, o afastamento, a reintegração e o acolhimento familiar. "A família é a idéia central do seminário. Ver apenas a criança que está na rua, sem contudo entender o que se passa em seu núcleo familiar, é um equívoco que vem sendo historicamente repetido", diz Cláudia Cabral, diretora-executiva da ABTH. Para mostrar que a colocação em medida de abrigo e o conseqüente afastamento da família de origem nem sempre é a melhor atitude a ser tomada, o seminário apresenta modalidades alternativas à institucionalização de crianças e adolescentes e o papel da família neste contexto. Claudia Cabral explica que “incentivar a implementação de políticas públicas nesta linha de atendimento significa aprofundar o acompanhamento psicossocial à família de origem, em casos em que não haja a necessidade de afastamento da criança do convívio familiar”. Para ela, a experiência da ABTH mostra que é possível, sim, reverter casos considerados perdidos e reintegrar crianças abrigadas e em situação de rua em suas famílias de origem. Os municípios de Campinas (novembro 2005), Belém, Recife, São Luís e Salvador (abril, maio, junho e setembro de 2006, respectivamente) já sediaram reuniões do GT. Este encontro na capital gaúcha finaliza a etapa de trabalhos desse ano e já existe a possibilidade de outros estados receberem o GT no ano que vem. O local onde está sendo realizado o seminário de Porto Alegre é: Rua Aureliano de Figueiredo Pinto, 80 – 3° andar. Os organizadores oferecem um texto para que se comece a entender o assunto do seminário: “Embora o ECA determine o investimento na integração familiar e considere o abrigamento como medida provisória, levantamento realizado em 2003 nos abrigos da Rede de Serviço de Ação Continuada (SAC) do Ministério de Assistência e Promoção Social, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), constatou que em apenas 6% dos municípios brasileiros aproximadamente 20 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos. A grande maioria dos abrigados tem família (86,7%), sendo que 58,2% mantêm vínculos familiares e apenas 5,8% estão impedidos judicialmente de contato com os familiares. Apenas uma minoria, 10,7%, estava judicialmente em condições de ser adotada. “Acolhimento Familiar. Por ter seus direitos violados, algumas crianças e adolescentes devem ser afastados provisoriamente de suas famílias de origem e abrigados em uma família acolhedora. A família que acolhe continua com sua vida cotidiana, mantém sua organização e espaço original, e acolhe um filho de uma outra família. Após a seleção, a família acolhedora é capacitada para receber a criança. Para apoiar o processo, ela recebe acompanhamento psicossocial e um subsídio financeiro. No Brasil, há poucos programas em desenvolvimento, tais como: Campinas(SP), Santos (SP), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ). Em São Bento do Sul (SC), o programa é principal e único, e não há abrigos. “A Associação Brasileira Terra dos Homens é uma instituição sem fins lucrativos que tem como público-alvo crianças e adolescentes separados ou em vias de se separar de suas famílias, vivendo em instituições (abrigos), nas ruas da cidade ou em contexto de violência doméstica. A ong promove e investe todos os nossos esforços num trabalho psicossocial que visa a valorização e o fortalecimento da família das crianças e adolescentes atendidos em seus projetos. O trabalho já beneficiou cerca de nove mil crianças e adolescentes e 3,5 mil famílias. Desde 2001, a ABTH realiza a transferência de tecnologia social, capacitando profissionais de instituições que atuam na defesa de direitos de crianças e adolescentes. Em todo o país, mais de mil profissionais foram capacitados. Estima-se que um número de 11,5 mil crianças e adolescentes e suas famílias foram beneficiados por meio da formação obtida por estes profissionais. Para mais informações, clique aqui e acesse o site da entidade.