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Prevenção ao uso indevido de álcool e outras drogas

Prevenir o uso indevido de álcool e outras drogas constitui ação de inquestionável relevância nos mais diversos contextos sociais – família, escola, comunidade, empresa –, dada a complexidade da questão e os prejuízos associados ao abuso e à dependência de substâncias psicoativas. O Dicionário Aurélio (1999) define prevenção como o ato ou efeito de prevenir, ou seja, "evitar, dispor com antecipação e chegar antes de". Em relação ao consumo de drogas, pode-se considerar prevenção tudo aquilo que possa ser feito para evitar, impedir, retardar, reduzir ou minimizar o uso, abuso ou a dependência e os prejuízos relacionados ao consumo de álcool e outras drogas. No âmbito desta pesquisa (Mapeamento das instituições governamentais e não-governamentais de atenção às questões relacionadas ao consumo de álcool e outras drogas no Brasil - 2006/2007 – por IPEA/Secretaria Nacional Antidrogas-Senad/Governo Federal), as ações de prevenção realizadas pelas instituições governamentais e não-governamentais relacionadas às questões de álcool e outras drogas são analisadas, tomando-se como parâmetro os enfoques a seguir descritos.

– Prevenção universal: dirige-se à população em geral (usuária ou não de drogas) ou a setores amplos em que não se identificam fatores de risco específicos. Esse modelo tem por objetivo prevenir ou retardar o uso indevido de álcool e outras drogas.

– Prevenção seletiva: dirigida a grupos específicos da população, visa identificar os fatores de risco associados ao uso indevido de álcool e outras drogas e atuar de forma a atrasar ou impedir o seu abuso.

– Prevenção indicada: planejada para indivíduos que já apresentam os primeiros sinais de uso abusivo de álcool e outras drogas. Tem por objetivo prevenir a evolução de um possível quadro de dependência e suas complicações. O enfoque da intervenção deve ser específico para cada indivíduo ou grupo e considerar os problemas sociais e de saúde relacionados ao padrão de consumo.

A prevenção ao uso de álcool e outras drogas no Brasil não possuía até 1998 diretrizes nacionais. Essas diretrizes passaram a existir a partir de 2001 com a aprovação da Política Nacional Antidrogas. Em 2004, essa Política passou por um amplo processo democrático de realinhamento. A Política, agora denominada Política Nacional sobre Drogas (PNAD), apresenta no capítulo sobre prevenção orientações gerais, entre elas:

1. a efetiva prevenção é fruto do comprometimento, da cooperação e da parceria entre os diferentes segmentos da sociedade brasileira e dos órgãos governamentais, federal, estadual e municipal, fundamentada na filosofia da responsabilidade compartilhada, com a construção de redes sociais que visem a melhoria das condições de vida e a promoção geral da saúde;

2. a prevenção deve ser executada de forma descentralizada nos municípios e adequada às peculiaridades locais e priorizando as comunidades mais vulneráveis;

3. as ações preventivas devem ser pautadas em princípios éticos e pluralidade cultural, orientando-se para a promoção de valores voltados à saúde física e mental, individual e coletiva, ao bem-estar, à integração socioeconômica e à valorização das relações familiares, considerando os diferentes modelos;

4. as mensagens utilizadas em campanhas e programas educacionais e preventivos devem ser claras, atualizadas e fundamentadas cientificamente, considerando as especificidades do público-alvo, as diversidades culturais, vulnerabilidade, respeitando as diferenças de gênero, raça e etnia.

A PNAD representa um avanço na prevenção do uso indevido de álcool e outras drogas, na medida em que define diretrizes para a implementação de programas de prevenção nos diversos contextos sociais (escola, empresa, comunidade), norteando ações dos diversos segmentos da sociedade que atuam na área da redução da demanda de drogas no Brasil.

Do mapeamento das instituições governamentais e não-governamentais que realizam atividades de prevenção ao uso de álcool e outras drogas podem ser constatados os tipos de atividades desenvolvidas, os modelos utilizados e as fontes consultadas pelas instituições. Este capítulo irá apresentar os dados obtidos a partir da pesquisa.

Leia a íntegra do relatório da Senad.

Última atualização: Quinta, 17 Julho 2014 23:00