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ARTIGO: Tempo de incredulidade

“O pregador era um ótimo orador e tratava sempre de assuntos que o povo queria ouvir. Mas faltava Bíblia. Tomava um pensamento do texto e construía um belo discurso. Mas não era aquela a ênfase central do texto. De resto, uma ou outra declaração bíblica só para ajudar a fortalecer os argumentos (...) O pastor tinha dificuldade para crer na Bíblia. No seminário, era um jovem muito crente. Mas aquele seminário era liberal. O curso deveria destruir a “ingenuidade” da fé simples que recebe a Palavra de Deus e crê no que está escrito. E os que conseguissem chegar ao final do curso deveriam ser profissionais da religião. Aqueles que conhecem tantas teologias, críticas à Bíblia, diferentes tipos de interpretação de livros e textos bíblicos – que deixam de crer que as profecias se cumprirão (...) Naquele seminário havia, inclusive, um professor ateu. Mas era um ótimo professor de história, filosofia e psicologia da religião – e era considerado imprescindível”. Começando por esta parábola, artigo do pastor Jonathan Ferreira dos Santos, presidente da Associação Educacional e Beneficente Vale da Bênção, numa correspondência enviada aos parceiros do ministério de assistência a crianças e adolescentes de São Paulo, afirma: “estamos vivendo um tempo de crescente incredulidade com relação à Bíblia” e propõe mudanças. Continue lendo o artigo na íntegra.

“Naquela noite de domingo, o pastor foi muito bem sucedido em sua pregação. Conseguiu agradar a quase todos. Algumas pessoas estavam particularmente entusiasmadas com a pregação. O assunto tratado era de interesse geral. Falava de como ser bem sucedido no emprego, nos negócios, nos relacionamentos, no casamento. As histórias contadas, todas dando ênfase no sucesso dos personagens das histórias, tinham aplicação na vida de cada ouvinte. Aquela mensagem agradou muito. “Fazia parte do auditório um irmão de meia idade, homem amadurecido na Palavra de Deus, que tinha vida de oração acima da média. Crente fiel, muito abençoado, agraciado com discernimento espiritual, ele não estava nem um pouco animado com a pregação. Reconhecia que o novo pregador, recém-chegado àquela igreja, era um ótimo orador, uma pessoa inteligente, com facilidade para falar, e que tratava sempre de assuntos que o povo queria ouvir. Mas faltava Bíblia. O pregador tomava um pensamento do texto, e construía um belo discurso com aquele pensamento. Mas não era aquela a ênfase central do texto. De resto, uma ou outra declaração bíblica usada só para ajudar a fortalecer os argumentos do pregador. “Esse querido irmão sabia o que tinha de fazer. Antes de mais nada, era necessário orar pelo pregador. E isto ele já vinha fazendo. Depois, se tivesse direção do Espírito Santo, deveria conversar com ele, com amor e brandura. Tinha que amá-lo. Se possível, ajudá-lo. Se necessário, tentar cuidar dele.

 

“As coisas aconteceram de tal maneira que os dois homens começaram a se aproximar um do outro. À medida que se tornavam amigos, foi ficando evidente que o pastor tinha dificuldade para crer na Bíblia. Quando ele foi para o seminário, era um jovem muito crente. Mas aquele seminário era liberal, tendo desenvolvido um pensamento doloroso: O curso deveria destruir a “ingenuidade” da fé, a fé simples, a fé que recebe a Palavra de Deus e crê no que está escrito. O alvo era fazer que o estudante que chegasse ao final do curso – muitos desistiam já no primeiro ano, por terem perdido a fé – mas, os que conseguissem chegar ao final, deveriam ser profissionais da religião. “Quem são eles? Aqueles que conhecem tantas teologias, tantas críticas à Bíblia, diferentes tipos de interpretação de livros e textos bíblicos – que deixam de ser “ingênuos”. Deixam de crer que as profecias se cumprirão. Deixam de crer em milagres. Sobra muito pouco, ou quase nada. “Naquele seminário havia, inclusive, um professor ateu. Ele se tornou ateu no próprio seminário. Mas era um ótimo professor de história das religiões, filosofia da religião, psicologia da religião – e era considerado imprescindível. Havia feito um doutorado no exterior. Só que era ateu. Não cria em mais nada. E o pregador dessa história havia sofrido forte influência desse homem. O tal professor não estava sozinho. Outros professores daquela instituição estavam no limite da fé.

 

“Você pode pensar que essa parábola é um caso isolado. Pois saiba que não é. Estamos vivendo em um tempo de incredulidade com relação à Bíblia. Muita incredulidade... que está aumentando a cada dia. É assustador! “Jesus disse que isto iria acontecer no final dos tempos. “Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará” (Mateus 24:12). E acrescentou: “Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria; mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados” (Mateus 24:22). E, então, Ele deixou uma pergunta intrigante: “Quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” (Lucas 18:8). “Pois está acontecendo. Se o seu pastor foi treinado em um seminário, será que ele crê que Apocalipse é uma realidade? Ou ele aprendeu que é uma alegoria? Pode ser que ele tenha dificuldade de crer em Apocalipse 1:7 que diz: “Eis que ele (Jesus) vem com as nuvens, e todo olho o verá”. Será que ele crê no que está nos capítulos 12 e 13? A profecia sobre o Anti-Cristo – aquele homem maligno que irá governar a terra durante o período da grande tribulação. E o falso Profeta – o chefe religioso que irá dirigir uma religião mundial formada de cristãos e seguidores das religiões não cristãs. Será que ele crê que as profecias de Daniel ainda irão se cumprir? E as de Isaías, as de Ezequiel, e dos outros profetas?

 

“Bem, estamos orando e nos esforçando para fazer do Vale da Bênção um lugar e um ministério centrado na Palavra de Deus e na oração. Temos o nosso programa contínuo de oração e intercessão, 24 horas por dia, todos os dias, sem parar. Quase vinte e quatro anos de ênfase na oração. “No Vale da Bênção, também há um seminário que prepara pastores, missionários e líderes cristãos em geral. Estamos vigilantes para não sermos arrastados nessa onda de incredulidade com relação à Palavra de Deus. Sabemos que não estamos sozinhos: Há outros seminários, e muitas igrejas, que estão nessa mesma luta. Cremos que quando Jesus vier para arrebatar a Igreja, encontrará muitos servos e servas fiéis! São pessoas, famílias, igrejas, instituições que vão se tornando oásis cercados por incredulidade e mundanismo. Esperamos que você faça parte de um desses oásis. Que o Senhor o ajude a fazer o que está em Isaías 54.2: Firme bem as tuas estacas! Interceda por nós. E, conforme suas possibilidades, ajude a fazer a provisão para que o Vale da Bênção continue o seu combate. “O Senhor nos dará a vitória.” A Associação Educacional e Beneficente Vale da Bênção foi fundada em 1985 na cidade de Araçariguama e desenvolve um amplo trabalho voltado a assistência de crianças e adolescentes, contando, inclusive, com uma chácara denominada “Cidade da Criança”. Além de Araçariguama, a entidade ainda possui uma unidade em São Paulo. Clique aqui para mais informações.

Atualizada: Terça, 28 Dezembro 2010 23:01

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