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Evangélicos argentinos se mobilizam contra a exclusão econômica e a corrupção

Apesar de sentirem frio de dois graus negativos e das pancadas de chuva intermitentes, cerca de 400 mil pessoas ocuparam a Avenida 9 de Julho, no centro da capital argentina, para participar do maior ato evangélico por igualdade e justiça. É a segunda vez que o Conselho Nacional Cristão Evangélico (CNCE) mobiliza igrejas de todo o país para celebrar, orar, agradecer a Deus e proclamar uma mensagem cristã sobre a realidade nacional com o mesmo lema da concentração anterior: “Jesus Cristo por todos e para todos”. Integram o CNCE a Federação Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas da República Argentina (Faciera), a Federação Confraternidade Evangélica Pentecostal (Fecep) e a Federação Argentina de Igrejas Evangélicas (Faie).

No primeiro evento, em 1999, havia cerca de 200 mil pessoas. Em torno de um dos mais conhecidos locais de Buenos Aires, o obelisco, desfilaram, com bandeiras e trajes típicos, representantes das 23 províncias argentinas, incluindo escolas, associações e bandas. Os organizadores, cujos nomes e títulos foram intencionalmente omitidos, recolheram alimentos para os mais necessitados e foi lido um documento intitulado “Deus quer uma nação diferente”. Emissoras de rádio e televisão deram cobertura ao acontecimento, que foi pauta dos principais jornais no dia seguinte. O jornal La Nación destacou que representantes de 18 mil igrejas leram um documento sobre a crise política e social, oraram pelas vítimas dos atentados nos EUA e entregaram alimentos à Cruz Vermelha e outras entidades de assistência”. O Clarín, jornal de maior tiragem do país, informou que homens e mulheres chegavam a pé, de ônibus ou em carros de passeio de todas as partes do país e o especialista religioso do jornal, Sergio Rubin, analisou: “Certamente, nenhum político pode sonhar hoje com um auditório tão grande e dedicado. A nova realidade das igrejas evangélicas históricas permitirá a suas comunidades exigir com maior força seu permanente pedido de igualdade religiosa”. Para o pastor Rubén Proietti, da Confraternidade Evangélica Latino-americana, foi a ação do Espírito Santo, mediante a unidade e trabalho dos filhos de Deus que encheu de fiéis a avenida mais importante do país. “A multidão reunida foi um testemunho impactante”, declarou, e que “coisas maiores e lindas virão”, se “o papel principal for do Senhor e formos obedientes”. Uma cobertura da concentração, com fotos e textos, pode ser encontrada no site: www.cristianet.com. Leia a seguir um trecho do documento “Deus quer uma nação diferente”. “Cantamos e celebramos, em meio às dificuldades, porque nos recusamos a deixar que a dor e a desesperança nos desanimem. A situação que enfrentamos há muito tempo, hoje particularmente agravada, não é fruto de um destino adverso, senão da conseqüência de haver feito o que não devíamos, deixado de fazer o que devíamos e tolerado o intolerável. Como sociedade e diante de Deus, devemos reconhecer que temos valorizado mais aos astutos do que aos honestos e preferido a facilidade e a especulação. Temos tirado o valor do ser humano do centro das decisões econômicas e políticas. Seria injusto responsabilizar a todos por igual... “Há aqueles que, usando seu poder político ou econômico, têm institucionalizado a injustiça e a impunidade e têm roubado nossos recursos. Continua-se a sacrificar a crianças e anciãos, futuro e esperança, no altar do ídolo insaciável do dinheiro e da usura. As conseqüências deste pecado estão à vista: uma sociedade em que se multiplicam pobres e excluídos. A família, base da sociedade, está seriamente ameaçada por uma cultura que põe em primeiro lugar o prazer e o consumismo. Como nação, temos nos afastado de Deus e temos deixado de lado seus propósitos de bem-estar e justiça para todos. É tempo de nos arrependermos.” POR LUCIANO P. VERGARA, pastor e jornalista que atua na Igreja Metodista.

Atualizada: Domingo, 20 Julho 2014 22:56

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