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Apenas dois por cento detêm metade da riqueza mundial

Estudo do Instituto Mundial de Pesquisa sobre Desenvolvimento Econômico da Universidade das Nações Unidas que demonstra que 2% da população do mundo tem mais da metade da riqueza global serve de alerta, para os cristãos, a respeito da urgente necessidade de mais ações baseadas no conceito de missão integral da igreja e na luta pela justiça e igualdade. A análise de informações do patrimônio pessoal de uma amostra significativa do universo dos moradores do mundo evidenciou a alta concentração de poder econômico nas mãos de poucos.

A pesquisa, que foi divulgada dia 5/12, assegura ter uma cobertura em todos os países e cuja investigação se baseou em dados de 2000 (e não refletem a decolagem de economias emergentes como China, Índia e Brasil, entre outros fenômenos), constata que 1% dos adultos ricos, somente eles, são proprietários de 40% da riqueza, e que 10% possuem 85% de tudo. Em contraste, cerca da metade da população adulta mundial não chega a possuir 1% dos bens e recursos financeiros existentes no planeta.

O relatório, intitulado "Distribuição da riqueza das famílias do mundo", leva em conta o tamanho populacional e variáveis como ativos e passivos financeiros e a posse de terra, edifícios e outras propriedades tangíveis. A riqueza também está concentrada regionalmente. Na América do Norte, que tem 6% de toda a população adulta do mundo, estão 34% dos recursos financeiros e materiais. Esta região do planeta, junto com Europa e alguns países da Ásia, reúnem 90% da riqueza global. De acordo com o estudo, quase todos os indivíduos mais ricos do mundo vivem na América do Norte, Europa e países mais fortes economicamente da Ásia. Os adultos mais ricos do planeta residem nos Estados Unidos, Japão, Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Canadá, Holanda, Espanha, Suiça e Taiwan. A América do Norte detém 34% da riqueza mundial; a Europa, 30%; a área Ásia-Pacífico rica, 24%; a América Latina e o Caribe, 4%; o resto da Ásia-Pacífico, 3%; a China também 3%; e a África e a Índia, 1% cada um. Na parte mais alta dessa pirâmide social aparecem cerca de 15 mil afortunados que têm US$ 100 milhões e, já no topo, há quase 500 pessoas com ativos avaliados em US$ 1 bilhão. Entre os 10% dos adultos mais ricos, só quem tem um mínimo de US$ 61 mil em ativos; e para integrar o seleto clube do 1% mais rico são necessários US$ 500 mil. O relatório da ONU mostra uma tabela de milionários na qual estão 13,5 milhões de pessoas com US$ 1 milhão ou mais, e quase 452 mil que desfrutam de US$ 10 milhões ou mais.

 

Outra pesquisa, de âmbito regional e intitulada Panorama Laboral 2006, relatório sobre o trabalho urbano naAmérica Latina e no Caribe, divulgada em 6/12 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), apontou que o Brasil, aos poucos, caminha para a formalização do trabalho. De acordo com o documento, o emprego com carteira assinada, lentamente, supera o trabalho informal. Em 2005, o percentual de trabalhadores informais caiu de 50,6% para 49,1% nas seis principais regiões metropolitanas. Mas na comparação com outros países da América Latina, o Brasil registra informalidade maior que o Uruguai (46,9%), Argentina (43,6%), México (42,6%), Costa Rica (39,9%), Panamá (37,6%) e Chile (31,9%).

Atualizada: Domingo, 20 Julho 2014 22:52

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