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O que líderes de destaque no mundo têm a ensinar pro seu projeto missionário alcançar resultados extraordinários

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Alguns líderes mundiais que conquistaram vitórias épicas, realizaram sonhos impossíveis e executaram projetos complexos têm muito a ensinar. Independentemente de críticas históricas que a eles se faça, de ideologias políticas, fé religiosa ou convicções morais, homens e mulheres assim costumam manter rotinas exemplares, motivação quase constante, vitalidade e energia admiráveis, apenas para dizer uma parte do que com eles podemos aprender, nós, pobre mortais. Evidentemente, não são perfeitos. São pessoas que cometem erros e acertos. Tanto erros que permanecem, quanto erros dos quais se arrependem e tentam corrigir. Acertos que permanecem, e acertos que com o tempo se cristalizam em novos erros. Mas o saldo de suas vidas demonstra que devemos prestar atenção ao que dizem e fazem habitualmente, para dali tirar inspiração, alertas, confirmações e correções de rumo para nossas vidas, sonhos, projetos.

O texto sobre Fidel Castro publicado nesta primeira semana de janeiro no site Carta Maior é um destes materiais sobre os quais devemos parar os olhos mais atenta e reflexivamente. Escrito pelo jornalista Ignacio Ramonet, diretor do periódico francês Le Monde Diplomatique, autor de vários livros sobre geopolítica e crítica da mídia, relata recentes duas horas de conversa que teve com o dirigente cubano, em sua casa na capital de Cuba, Havana.

Ignacio Ramonet estava em Cuba para participar de um Festival de Cinema: "Eu tinha chegado a Cuba quatro dias antes. Vinha da Feira de Guadalajara (México) onde estive apresentando meu novo livro "Hugo Chávez. Mi primera vida - conversaciones con el líder de la revolución bolivariana". Em La Habana, se celebrava o Festival do Novo Cinema Latino-americano (...) Como sempre, havia perguntado por Fidel. E, através de vários amigos comuns, havia transmitido minhas saudações. Fazia mais de um ano que não o via. A última vez tinha sido em 10 de fevereiro de 2012 no marco de um grande encontro "pela Paz e a preservação do Meio Ambiente", organizado à margem da Feira do livro de La Habana, no qual o Comandante da revolução cubana conversou com uma quarentena de intelectuais (...) E não me esqueço da pertinente reflexão que Fidel fez ao final de minha exposição: "O problema não está nas mentiras que os meios dominantes dizem. Isso não podemos impedir. O que devemos pensar hoje é como nós dizemos e difundimos a verdade".

Dezenove meses depois, um novo encontro: "Acompanhado de sua sorridente esposa Dalia Soto del Valle, Fidel me esperava na entrada do salão de sua casa, uma peça ampla e luminosa aberta sobre um ensolarado jardim. O abracei com emoção. Aparentava estar em estupenda forma. Com esses olhos brilhantes como estiletes sondando a alma de seu interlocutor. Impaciente já de iniciar o diálogo, como se tratasse, dez anos depois, de prosseguir nossas longas conversações que deram lugar ao livro "Ciem horas com Fidel".

Falaram de Mandela e Chavez. Deste último, foi dito que "entre as muitas qualidades do Comandante venezuelano, Fidel sublinhou uma em particular: "Soube formar toda uma geração de jovens dirigentes; a seu lado adquiriram uma sólida formação política, o que se revelou fundamental depois do falecimento de Chávez, para a continuidade da revolução bolivariana" (...).

Leia o texto "Mais Duas Horas com Fidel", de Ignácio Ramonet, na íntegra, no site Carta Maior.

Última atualização: Terça, 26 Maio 2015 13:04