Rio+20, Igreja, Vigília da Terra: proteção ao meio ambiente

A Conferência da ONU sobre o meio ambiente, a Rio+20, que começou no dia 13 de junho e terá a presença de mais de 120 chefes de Estado nos dias 20 a 22, espera confirmar e ampliar os resultados de outro evento da ONU, também realizado na cidade do Rio de Janeiro, a RioECO 92. Pelas ênfases apresentadas, os desafios e resultados esperados para a vida na Terra, a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável traz para nós cristãos a proposta de que não podemos ficar resignados, conformados com os destinos do planeta e pensando no céu, mas que podemos, além de orar, fazer a nossa parte na busca da sustentabilidade, apoiando a ideia do desenvolvimento econômico com justiça social e redução de impactos ao meio ambiente. A frase de um movimento de destaque da programação do evento expressa algo que faz lembrar um pouco os princípios cristãos. Ela diz assim: "O futuro que nós queremos" acontece quando "Eu sou Nós".

Isso quer dizer também que, com pequenas ações do dia-a-dia as pessoas podem realizar muito para cuidar do bem-estar dos seus semelhantes e pela preservação do planeta, a estrutura física e visível, e o suporte, da vida de cada um de nós aqui. Ações políticas e estruturais também são importantes, precisamos estar informados e pressionar autoridades a respeito. Mas no trabalho de formiguinha, as pessoas - e os evangélicos têm importante papel a desempenhar também neste assunto - podem fazer ainda mais pela tão falada "economia verde inclusiva". Coisa que a Bíblia, há muito tempo, já dizia, deixando claro a sua importância, logo no início, na Criação, pois quando Deus colocou o ser humano neste planeta, no "Jardim", e disse para o "cultivar e GUARDAR" (Gênesis 2.15) não estaria ele se referindo ao que somente há poucos anos os homens chamaram de sustentabilidade? Por textos bíblicos como este, muitos cristãos estão participando da conferência, e, entre outras atividades, pretendem participar de uma Vigília pela Terra, programada pelo movimento Cúpula dos Povos para o dia 17 de junho, no bairro carioca do Aterro do Flamengo.

E motivos de oração não faltam. "A cada ano, os sete bilhões de habitantes consomem 1,3 vezes mais os recursos naturais do que a Terra pode repor. Como espera-se que a população global possa alcançar nove bilhões até 2040 e o número de consumidores da classe média possa aumentar para mais de três bilhões nos próximos 20 anos, a demanda por recursos pode continuar a crescer exponencialmente. Até 2030, o mundo precisará pelo menos 50% a mais de comida, 45% a mais de energia e 30% a mais de água. Vários recursos naturais e ecossistemas estão mostrando sinais de severo estresse. Cerca de 85% de todas as populações de peixes nos oceanos, por exemplo, estão sobre-explorados, esgotados ou se recuperando", argumentam os especialistas em defesa de uma mudança e reação verde urgentes.

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