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Números da violência urbana: "Orai pela paz da cidade"

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Uma boa leitura para quem gosta de orar "fora da caixa" é o Anuário Brasileiro de Segurança Pública que traz: Estatísticas Criminais; Gastos com Segurança Pública; Prisões e População Carcerária; Sistema Socioeducativo; Efetivo das Forças Policiais; Municipios e Segurança Pública; Percepções sobre crime e violência; Índice de Confiança na Justiça - ICJBrasil; Dossiê Juventude - Homicídios Autores Adolescentes; e Dossiê Juventude - Violência nas Escolas. São motivos de oração suficientes contra a violência urbana, não é mesmo? Tudo a ver com uma real preocupação com a vida das pessoas! Uma triste situação e uma multidão de motivos para a Igreja que ora pela paz da cidade e faz missões urbanas! Veja os detalhes da edição de outubro/2015 a seguir.

A crescente onda de assassinatos de policiais nas maiores cidades brasileiras, por exemplo, é um exemplo concreto de como é preciso haver respeito aos direitos humanos nas ruas. Assim como as atrocidades cometidas contra bandidos presos em presídios ou que já se renderam, quando nas ruas. Sem falar nos direitos humanos de cidadãos comuns e suas famílias, crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, enfim... Qualquer cidadão tem direito à vida, paz, integridade física, propriedade, liberdade para ir e vir (neste caso, só para aquele cumpridor das leis). E devemos orar pelo bem das pessoas em geral, independentemente do que fizeram. Para todos há a possibilidade de conversão. Ou alguém se lembra daquela frase (foi quem mesmo que disse): "Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso"?

Além dos riscos da profissão e da baixa remuneração dos policiais, também ressalta o tamanho da população dos presídios e o constante crescimento da violência urbana. E faz a gente lembrar e orar pela Paz da cidade e defender o respeito aos direitos humanos nas ruas e presídios

orai pela paz da cidade - estatisticas violencia urbana

 

Missões e Violência Urbanas

No texto de introdução ao Anuário de Segurança Pública 2015, os pesquisadores mencionam as palavras "Deus" e "salvador"... mas como forma de criticar a paralisia em termos de políticas públicas integradas e articuladas:

"Vivemos ofuscados pela violência e num eterno presente, que teima em não aprender com as lições do passado e insiste em acreditar que o futuro “somente a Deus pertence”. Ficamos à espera de um salvador. É mais fácil matar o mensageiro – no caso, recusar dar transparência e prestar contas à sociedade – do que ter coragem política e disposição para fazer diferente."

O Anuário 2015 (com dados de 2014) também denuncia, através de seus textos de comentaristas, o silêncio, a pouca atenção, o comodismo em relação a uma quantidade inaceitável de mortes. Fica a sensação de que esses mortos todos parecem invisíveis (como se fossem "vidas descartáveis" para grande parte da sociedade brasileira.

Saber que a maioria das mortes acontecem nas chamadas "zonas de exclusão" (periferias, favelas etc), ou seja, justamente onde a Igreja entra com mais facilidade, faz pensar duas coisas:

Ou esses números seriam muito piores sem a Igreja lá, ou as igrejas fizeram muito menos do que poderiam para evitar a tragédia em sua vizinhança.

Uma outra comentarista do Anuário 2015 parece complementar o nosso raciocínio anterior com uma frase que nós, da Igreja, podemos interpretar de maneira bem diferente da pretendida pela autora, sem que deixe de ser uma interpretação válida (se é que me entendem quando me refiro ao que o Evangelho e o testemunho de Cristo através das obras sociais podem fazer pelos jovens através das igrejas):

"...talvez seja mais barato atacar a causa do que lidar com a consequência, investindo em alternativas de renda e reconhecimento para a juventude vulnerável."

Números... e sofrimento de pessoas reais

  • No Brasil em 2014, 58.497 pessoas foram assassinadas, a maioria pobres, negros e jovens. Quase 60 mil famílias, entre elas milhares de crianças, choraram a perda de seus entes queridos. Quase 60 mil pessoas não prosseguiram com seus planos e sonhos.
  • A cada 3 horas em 2014, uma pessoa foi morta pela polícia (3 mil vítimas, no total, crescimento de 37% em relação ao ano anterior!). Todo dia morreu pelo menos um policial (400 mortos).
  • Havia no país, em 2014, quase 670 mil policiais e guardas municipais (64% da Polícia Militar, 18% da Polícia Civil, 15% da Guarda Municipal, 2% da Polícia Federal e 1% da Polícia Rodoviária Federal).
  • Foram registrados oficialmente quase 50 mil estupros no país em 2014. Considerando que apenas 35% dos crimes sexuais são notificados, podemos crer que a tragédia é muito pior.
  • Mais de 23 mil adolescentes estavam privados de sua liberdade cumprindo medidas socioeducativas neste mesmo ano.
  • População carcerária: Havia 607.373 presos em 2014 no Brasil. Entre 1999 e 2014, esse número cresceu mais de 210%. São 1.424 unidades prisionais.
  • Dos presos, 38,3% estão em situação provisória, 93,5% são homens, 56,4% (145 mil) têm menos de 29 anos (31,1%, de 18 a 24 anos, 80 mil pessoas), 75% não chegaram ao ensino fundamental completo (5,8% de analfabetos).
  • Metade das pessoas que vivem em grandes cidades concordam com a frase: "bandido bom é bandido morto". 45,3% rejeitam esta afirmação.
  • Governantes investem pouco em condições de trabalho para policiais, o que significa menos capacitação e treinamento, e armamentos, viaturas e equipamentos mais fracos do que os dos criminosos.
  • Violência cresce também nas escolas. 16,3% dos diretores de instituições públicas de ensino viram alunos com facas ou canivetes (armas brancas) no ambiente escolar.

graficos anuario seguranca publica - orai pela paz da cidade

 

Reflexão, oração, mobilização

A segurança reclamada pela sociedade, especialmente daqueles que querem paz para viver na cidade, e os direitos humanos dos presos não são, de maneira algumas, duas necessidades autoexcludentes. Ao contrário, tomando por base a ideia de que violência só gera violência, o legítimo anseio da sociedade pela paz das cidades deveria incluir a defesa do respeito aos direitos humanos no sistema carcerário. Um gosto de vingança na boca ao vê-los sofrendo em situações degradantes nas cadeias só aumenta a violência... lá no presídio e na cidade também. A revolta e o desejo também de vingança do preso em relação à sociedade alimenta um círculo vicioso de mais insegurança pública, tornando ainda mais difícil a possibilidade de ressocialização e reconstrução de vidas.
É grande o desafio para cristãos envolvidos na tarefa de abençoar vidas nos presídios brasileiros. Além da superlotação e dificuldades estruturais para o trabalho, os resultados não são animadores.

Que essas reflexões e outras que você venha a fazer (escreva para nós sobre elas), sirvam de motivos de oração nos próximos dias.

Porque, como diz a Palavra de Deus, devemos orar pela cidade com esta ênfase de paz: 

"E procurai a paz da cidade, para onde vos fiz transportar em cativeiro, e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz." - Jeremias 29.7, Bíblia Sagrada.

Se quiser participar deste post, acrescentando ao já publicado, após ler o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, escreva e compartilhe aqui (logo abaixo no formulário de comentários) o tipo de oração que você está fazendo contra a violência e pela paz das cidades do País e por missões urbanas neste contexto de crescente número de homicídios e desrespeito aos direitos humanos. Sabendo que oração é o fundamento (ou seja, não exclui de maneira alguma, muito pelo contrário...), é a base de ações, mobilizações, evangelização, testemunho etc etc. Outra possibilidade de compartilhamento de sua oração (e planos estratégicos cristãos) pela segurança e por missões urbanas é através de nosso "ponto de encontro" nas redes sociais:

#SomaMissõesUrbanas

#SomaMotivoDeOração

Abs!

Atualizada: Terça, 12 Julho 2016 21:32

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