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Como o cristão pode planejar, ter metas e usar bem o tempo?

Planejar sem perder de vista os princípios e valores! Planejar sem perder de vista os princípios e valores!

Uma olhada rápida no noticiário vai levar você a concluir que há três ou quatro coisas fundamentais na vida de qualquer pessoa que quer estabelecer metas hoje em dia. Primeiro, dinheiro, uma boa fonte de renda; Segundo, um amor (e as “simpatias” para atingir este alvo se multiplicam nas Anas Marias dos programas populares); terceiro, diversão: uma viagem, algo que dê prazer e ofereça oportunidade de relaxar; E quarto: pra não dizer que não falaram das flores, todo mundo menciona também que quer saúde e paz. Claro!

Da minha parte, não deixo de incluir nos planos esse tipo de coisa que todo mundo quer. Afinal, não deixa de ser normal querer, na dose certa e sem exageros, alguma tranquilidade financeira, vida emocional equilibrada, diversão e arte, pão e circo, viagens, cultura, saúde e paz.

Mas gosto também de pensar no tempo que temos á disposição (o futuro sem deixar de viver o presente, e sem ignorar uma boa avaliação do passado), com três imagens que se projetam sobre a vida como um todo e o ser humano integral, estando atento à missão cristã que recebi, ao sofrimento do outro, e pensando em ajudar o próximo de alguma forma, como Jesus ordenou.

A primeira imagem é a de um barco.

Costumo associar esta imagem com dois pensamentos. Um é aquela frase, tão simples quanto popular, “estamos todos no mesmo barco”, e outro, um texto da Bíblia, no livro de Atos capítulo 27, no Novo Testamento.

Nesse texto, há um barco, bem grande, cheio de gente, e lá dentro está o apóstolo Paulo, missionário no mundo, mas, ali, só um prisioneiro rumo ao julgamento.

Nesse contexto, uma tempestade assusta a todos. Algumas decisões erradas chegam a provocar revolta. Alguns covardes fogem. A tragédia é iminente. E o aparentemente inusitado acontece.

Inusitado porque aquele que assume a liderança para tirar a "comunidade" do sufoco é justamente o prisioneiro, o cristão aparentemente subjugado. Humildemente, Paulo faz o que a bondade de Deus, como a descrita em Salmos 107:23-32, o compele a reproduzir. Toma o comando da situação no meio da tormenta e, em nome do Senhor Jesus, orienta as ações, planta a verdadeira esperança (em Deus) nos corações de todos e faz aquela situação terminar bem, sem nenhuma vida se perder.

A segunda imagem é a de um trem.

Estou na janela. Vão passando as várias cenas do cotidiano. Do tempo que passou e as imagens do presente. Dá pra imaginar o que vem mais adiante. É a sensação de movimento, de estar indo a algum lugar. Mas também de ter a chance, e o tempo, de refletir e avaliar o que passou e o que não passou (mas deveria ter passado).

Um novo tempo é mesmo um período bom para retrospectiva, perspectiva e expectativas. E a busca da vontade e da bênção de Deus no centro de tudo isso é que faz a diferença. Não desperdice esse trem.

Finalmente, penso numa nova fase, num período inaugural, num novo tempo que se inicia, lembrando da imagem de uma pista de corrida.

Lembro da pista sem levar tanto em consideração a competição. Mas porque lembra uma meta. Um caminho para um alvo. Os primeiros passos e a linha de chegada. A necessidade de persistência na trajetória, o trabalho, a disciplina, a caminhada dos treinos, as regras, o domínio próprio.

Como disse o mesmo Paulo (o cristão do "barco"), inspirado pelo Deus da Bíblia:

“E todo atleta exerce domínio próprio em todas as coisas. Os atletas o fazem para alcançar uma coroa perecível, nós, porém, uma coroa que não se acaba” (1 Coríntios 9:25); “E se um atleta competir nos jogos públicos, não será coroado se não cumprir o regulamento” (2 Timóteo 2:5).

Assim, meu irmão, minha irmã, fica aqui resumido o desejo do nosso coração para sua vida (e para a nossa também) em qualquer nova fase que estiver para começar na sua história. Que seja:

  • Um tempo de mais serviço a Deus e ao próximo e menos peso institucional;
  • Um tempo de mais compromisso com o Senhor Jesus e as pessoas e menos religiosidade;
  • Um tempo com mais contato com a vida real e sem tanto programa eclesiástico;
  • Um tempo de mais amor, generosidade e perdão e menos manipulação;
  • Um tempo de mais manjedoura (no sentido natalino exemplar do termo) e menos holofote;
  • Um tempo de mais ações e reações com verdadeiro significado relacional cristão todos os dias e menos rotina de cumprir tabela só aos domingos;
  • Um tempo de mais reflexão e profundidade posta em prática, e menos som e ritmo superficiais;
  • Um tempo com mais consciência de nossas forças e fraquezas, de vida inteligente sem perder a humildade e de clamar pela intervenção sobrenatural de Deus.

* Por Lenildo Medeiros

Atualizada: Quarta, 05 Abril 2017 19:02