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Apenados reivindicam direito de freqüentar a igreja

Detentos evangélicos mantidos sob prisão domiciliar em Porto Velho (RO) reivindicam o direito de freqüentar a igreja. Esse sistema penal é pautado pela lei que proíbe o acusado de sair de casa após as 20h, o que os impossibilita de freqüentar os cultos. “Nós, evangélicos, participávamos de cultos diários nas celas e a gente ainda se reunia nos finais de semana na igreja dentro do presídio. Agora, a gente fica em casa sem congregar. Só queremos ter o direito de ir à igreja. Não há mal nisso!”, desabafa o apenado J.A.S., que já foi líder cristão em dois presídios da capital. Os detentos, que preferem não se identificar por medo de alguma repressão, garantem que as celas dos crentes funcionam como uma espécie de reduto de apoio ao sistema prisional, que se beneficia dessas celas para colocar jurados de morte e enfermos. “O Sistema não tem o que reclamar de nós. Temos bom comportamento. Muitas vezes, temos até cuidado de pessoas com doenças contagiosas, como lepra, e de presos baleados em confronto com os próprios policiais”, declara um dos apenados. Os movimentos evangélicos dentro dos presídios de Porto Velho vêm ganhando destaque desde a posse do secretário de Estado da Administração Penitenciária de Rondônia (Seapen), Gilvan Cordeiro Ferro, que é evangélico e incentiva a prática de cultos nos presídios.

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