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Exemplo de médico, profissional atua na prevenção à violência entre jovens

Como em todas as áreas da vida, inclusive nas diversas profissões, na Medicina também há gente boa e gente "nem tanto"...

Existe aquele médico que só pensa em dinheiro. Sei que muitos não vão gostar de ler isso, mas nós pacientes sabemos bem do que esta afirmação significa. Há vários casos que poderia contar a respeito. Mas vou ilustrar com apenas um.

Certa vez, entrei num consultório e como resolvi contar uma história, tamanho médio, para explicar melhor o que estava sentindo, fui repreendido pelo profissional na minha frente porque o "comerciante", digo, o "médico", disse que não podia perder tempo porque "tempo é dinheiro" (nada contra um/a médico/a ganhar e ganhar bem, mas cuidado com os exageros!). Felizmente, a maioria sabe ser equilibrado.

Porém, há outro tipo de profissional de saúde cuja frieza é assustadora.

Trata-se daquele médico, competentíssimo, mas que se restringe ao seu dever, que cumpre a sua obrigação, que nem sempre visa só o dinheiro, mas cujo prazer está na realização de sua vocação e no bom uso de seu conhecimento técnico, mas que é incapaz de sensibilizar-se, por exemplo, com dramas humanos em torno daquele tratamento ou com assuntos periféricos ao leito da enfermaria ou centro cirúrgico onde trabalha.

Como um médico pode ajudar a prevenir a violência entre jovens e adolescentes

Talvez por ter esse tipo de visão em relação aos profissionais de saúde, fiquei muito impressionado com a reportagem que li no The New York Times sobre um médico do Brooklyn, em Nova Iorque (MA, EUA), que está lutando para evitar a violência entre jovens e adolescentes através de um programa de conscientização e mentoria, além de tentar salvá-los da morte com a medicina, quando chegam ao hospital "sangrando" por terem sido baleados, esfaqueados ou espancados.

Uma das estratégias que o Dr. Robert Gore, do Kings County Hospital Center, usa para atingir este objetivo pacificador é a de "esfriar os ânimos" e convencer os feridos e seus familliares a não partirem para a retaliação ou vingança (parando o ciclo de violência) após saírem do hospital.

Para o Dr.Gore, 39 anos, o compromisso com a comunidade vai além da competência médica. Por isso, teve a iniciativa de procurar alternativas à violência para um grupo de jovens e adolescentes das redondezas do hospital. Violência que, para ele, é algo evitável (não é como uma queda ou acidente) e deve ser considerada um problema de saúde pública, que ele não foge ao seu dever combater.

Orientação para adolescentes em situação de risco

As escolas da região recebem sua visita, ou de outros profissionais, para oferecer o programa de mentoria especialmente para quem está em situação de risco por causa da violência ou que precisam de orientação.

Dr. Gore gosta de lembrar aos jovens que, apesar de não ser possível não ter conflitos, a violência é possível de evitar. Através do programa, muitos também aprenderam a cultivar amizades verdadeiras, ao invés de ficarem à deriva pelas esquinas onde o problema está à espera.

Jovem, "abaixe as armas, levante a vida"

A iniciativa de prevenção à violência (ao estilo de iniciativas que previnem os males do hábito de fumar e do tabaco) tem sido copiada por outros hospitais e profissionais de saúde (como a iniciativa "Abaixe as armas, levante a vida", tradução livre). Não é pra menos. Basta ver o que disse ao jornal um dos jovens atendidos pelo programa: "Antes, se eu enfrentava problemas, eu tinha uma forma violenta de lidar com isso. Aqui eu aprendi que é possível prevenir esta violência em primeiro lugar, especialmente por estar ciente do que me rodeia".

A frase final do médico na reportagem deve ser um motivo de especial reflexão por parte não apenas de profissionais de saúde, médicos de Cristo, mas também por representantes de outras profissões, de pastores e outros líderes de igrejas cristãs que atuam nos bairros das grandes cidades:

"Este é o meu bairro, minha vizinhança, meu hospital e eu não posso esperar que os outros venham cuidar dele, se eu mesmo não estou envolvido nisto", ensina o Dr.Gore.

Atualizada: Segunda, 02 Novembro 2015 11:28

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