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O caminho do envelhecimento ativo, além de saudável

Mais que saudável, o desafio do envelhecimento ATIVO! Mais que saudável, o desafio do envelhecimento ATIVO!

Um estudo sobre os desafios do envelhecimento está sendo realizado pela Câmara para breve publicação. A publicação é intitulada “Brasil 2050 - os desafios de uma nação que envelhece” e está sendo lançada em 21 de fevereiro, terça-feira (o evento será às 18h, no Salão Nobre), com informações que também se tornam valiosas para ministros da terceira idade de institutições religiosas, quando devidamente aplicadas e adaptadas à realidade eclesiástica, e deve ser lida com atenção pelos evangélicos.

Em uma palestra para auxiliar na realização do estudo, realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília, no mês de fevereiro de 2017, foram discutidos temas cuja importância deve ser levada em conta também por aqueles que trabalham com a terceira idade na igreja.

Como cuidar do bem-estar dos idosos

Primeiro, o conceito de envelhecimento ativo, que quer dizer cuidar do bem-estar dos idosos nas questões físicas e também mental, social e de acolhimento.

Aponta a necessidade de ressaltar a questão da vulnerabilidade e a relevância da saúde mental das pessoas idosas, incentivar exercícios físicos, atividades que promovam relações sociais e continuidade da vida diária participativa, e a questão do abrigo, da moradia adequada, habitat adequado às demandas especiais da idade.

A palestra foi sobre "Envelhecimento Saudável na Holanda", experiência que tem dado muito certo naquele país, proporcionando qualidade de vida para pessoas com mais de 65 anos. Naquele país, há 2,5 milhões de idosos num contexto geral de 17 milhões de habitantes.

A dica é estimular uma vida ativa na terceira idade

Uma frase do palestrante surpreende positivamente, se pensarmos e compararmos com a situação da terceira idade no Brasil:

"O cuidado do idoso tem de estimular uma vida ativa. Na Holanda, as pessoas de qualquer idade andam de bicicleta, que é uma maneira de envelhecer de forma saudável. Envelhecer de maneira saudável e ativa é e será o maior desafio do século 21”, ressaltou o palestrante holandês.

Obviamente, são grandes as diferenças entre Brasil e Holanda, mas os dois países têm algo em comum: em 2050, 30% da população terá mais de 65 anos.

A Holanda tem parceria com o Brasil no tratamento de algumas doenças, como o mal de Parkinson, mas Schiettekatte aposta no cuidado de saúde especializado por bairros para melhorar as condições de envelhecimento nos dois países.

A experiência holandesa inclui dois aspectos que devem provocar mudanças em nossa maneira de tratar os idosos.

Primeiro, a ideia da autogestão, ou seja, incentivar, treinar e preparar as pessoas para serem responsáveis por suas próprias escolhas, suas próprias decisões.

"Não é só uma questão de envelhecimento saudável, mas também é uma questão de envelhecimento ativo. O que é importantíssimo é que esses idosos possam participar da sociedade mesmo, que os idosos possam ser donos de seus planos de saúde, e focarmos o idoso no centro do cuidado e que eles possam fazer o autogerenciamento da sua própria vida, na verdade”, explicou o palestrante convidado pela Câmara.

Levar em conta individualidades e diferenças regionais

Outra indicação é a questão do atendimento individualizado e desenvolvido levando em consideração as necessidades microrregionais, ou seja, o contexto de cada bairro ou conjunto determinado de ruas e tipos de moradias.

Atualizada: Segunda, 20 Fevereiro 2017 10:25