Estudo mostra quais as principais áreas de interesse dos jovens brasileiros

Um radiografia feita pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e pelo Instituto Pólis, com base em 8 mil entrevistas e 39 debates, revela os interesses e as sugestões dos jovens para um Brasil melhor. O Diálogo Nacional para uma Política Pública de Juventude revela que 27% dos entrevistados de 15 a 24 anos de oito regiões metropolitanas do país não estudam ou trabalham. O perfil dos entrevistados corresponde a 21% do eleitorado (entre 16 e 24 anos) e os resultados podem ajudar o líder cristão a realizar seu planejamento de trabalho com este grupo. O levantamento mostra o impacto da falta de estímulo à educação e à cultura na juventude brasileira: de cada 10 jovens, sete freqüentam shopping centers nos momentos de lazer e apenas um afirmou visitar um museu. Quatro em cada 10 não leram um livro sequer durante 2004. Os debates sobre participação indicaram vontade de influenciar o destino do país, mas pouca confiança nos políticos: 64,7% acreditam que eles não representam os interesses da população. O jornal gaúcho Zero Hora publicou alguns depoimentos de jovens que resumem de forma clara alguns anseios dessa faixa etária no País. Ruanã Drumonnd, 19 anos. Concluiu o Ensino Médio em escola privada, nunca procurou emprego. Apaixonado por Surfe, pretende morar na Austrália e se dedicar ao esporte. "Faltam espaço para esporte, lixeiras nos parques. Segurança nem se fala. Esses políticos nunca ouvem o jovem. Eles fazem tudo pelo poder. Eu tenho medo. Quero morar fora do Brasil." Joice Siqueira, 20 anos. Nasceu em Cachoeira do Sul e foi morar em Candelária. Sem emprego e com Ensino Médio completo, veio tentar a vida na Capital. Está há meses procurando emprego, sem sucesso. "Sempre dizem que falta experiência para o jovem, mas falta oportunidade de trabalho para que a gente tenha experiência. É desanimador." Maurício Verardi, 19 anos. Estudante do Ensino Médio, sonha em entrar na faculdade de Jornalismo. Morador de Capão da Canoa, veio para a Capital em busca de estudo. "A falta de oportunidades e de participação na política é culpa do jovem também, que leva tudo muito na brincadeira. Tem o outro lado também que é a desilusão. Os políticos só prometem e não cumprem." Cleiton Cardoso, 19 anos. Estudante de Ciências Contábeis, conta com o computador da faculdade e de espaços gratuitos para fazer os trabalhos. "Eu sou um jovem que usa a Internet para tudo. Para mim, que vim do Interior para estudar em Porto Alegre, ter um local para acessar Internet sem pagar é ótimo." Os jovens mandaram alguns importantes recados para as pessoas que tomam decisão em nosso país. Manifestaram sua expectativa de ter governantes mais responsáveis e com mais dignidade; exigiram honestidade, maior consciência e fim da corrupção, mais atenção e investimento nos jovens; investimento em educação; renovação das formas de se fazer política e dos políticos; e maior atenção ao povo. As ações mais recomendadas pela juventude foram: - Constituir espaços de discussão, controle e fiscalização da implementação das políticas públicas de juventude, como conselhos e fóruns - Criar centros e clubes culturais, artísticos e esportivos, democraticamente gerenciados e bem distribuídos no espaço urbano. Os jovens reclamam que o acesso à cultura nas metrópoles é dificultado pela distância e pela violência urbana - Mapear e apoiar ações já desenvolvidas por jovens, incentivando a participação e a organização juvenis por meio de fundos de apoio e assessorias técnicas, por exemplo. - Criar fundos de apoio a projetos desenvolvidos por jovens, incluindo acesso ao microcrédito - Fomentar a educação profissional - Ampliar o envolvimento das empresas na formação profissional, oferecendo oportunidades de trabalho para o jovem - Democratizar o acesso aos meios digitais de informação e conhecimento. A Internet aparece em terceiro lugar como principal meio de informação para os jovens das classes A e B, mas em oitavo lugar para os das classes D e E. O levantamento foi realizado em duas etapas entre julho de 2004 e novembro passado. Na primeira, 8 mil jovens escolhidos por critérios estatísticos responderam a questionários. Na segunda, uma amostra de 913 deles se reuniu em grupos de 20 a 40 pessoas em cada região para discutir a fundo quatro temas com o auxílio de orientadores: participação política, educação, trabalho e cultura e lazer e informação. Fonte: Zero Hora

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