Educadora analisa que faltam profissionais qualificados para implantação do ensino de música nas escolas

A lei que torna obrigatório o ensino de música na educação básica pode enfrentar dificuldades por falta de profissionais no mercado. A opinião é da música e educadora, diretora e professora no Rio de Janeiro, Else Vergara.

Ela defende a universalização do aprendizado das artes, pois estimulam os sentidos e auxiliam na alfabetização. No entanto, analisa que a quantidade existente de professores de música pode ser insuficiente para viabilizar a lei no prazo previsto.

A nova lei dispõe que as escolas e sistemas de ensino estaduais e municipais terão três anos para se adaptar às novas mudanças. Para Else, é pouco tempo já que a viabilização da lei demanda concursos, contratações e muitos profissionais. “Não há professores formados em número suficiente para suprir esse mercado. Não há verba para formá-los e nem para pagá-los. A licenciatura leva pelo menos quatro ou cinco anos e não se amplia cursos de formação superior ou se modela orçamentos nesse tempo”, afirma. Apesar desta dificuldade, Else avalia positivamente a iniciativa. Para ela, não só a música deve acompanhar a educação de crianças e adolescentes, como todas as formas de arte.

“A arte é a melhor maneira de educar os sentidos. A acuidade auditiva, no caso da música, a memória auditiva e muscular, necessária à prática musical, auxiliam na alfabetização mais do que repetir fórmulas ou mastigar sílabas”, analisa. A educadora defende que professores de artes, música, teatro e idiomas são tão alfabetizadores e informadores quanto os de qualquer outra área de conhecimento específico.

Atualizada: Sábado, 20 Setembro 2014 10:56

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