Estudo revela que 70% dos jovens e adolescentes moradores das ruas de Porto Alegre usam crack

Um estudo divulgado pelo jornal gaúcho Zero Hora nesta sexta-feira, 16/4, mostra que mais de 70% dos moradores de rua de Porto Alegre têm problemas com o "crack", droga feita a partir da mistura de cocaína com bicarbonato de sódio que geralmente é fumada. Também foi constatado que, dentre os jovens e adolescentes em situação de risco na Capital gaúcha, 39% dos usam a droga por 20 ou mais dias ao mês. Como bem descreveu o jornalista Humberto Trezzi no início de sua matéria: "Drogas pesadas, sexo sem camisinha e assaltos estão incorporados ao dia a dia dos jovens e adolescentes que perambulam pelas ruas das grandes cidades gaúchas. Muito mais até do que se supõe no pior pesadelo".

A pesquisa, coordenada pelo doutor em psicologia Lucas Neiva-Silva, com participação da ONG Centro de Estudos de DST-Aids do Rio Grande do Sul e do Centro de Estudos Psicológicos de Meninos e Meninas em Situação de Rua vinculados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e à Universidade Federal do Rio Grande (Furg), foi realizada ao longo de dois anos com cerca de 300 jovens que passam a maior parte do tempo nas avenidas das cidades de Porto Alegre e Rio Grande. Os dados foram revelados no dia anterior à edição do jornal em palestra de Neiva-Silva em seminário do Fórum Metropolitano de Situação de Rua, integrado por representantes de prefeituras da Grande Porto Alegre. A pesquisa foi baseada em entrevistas feitas com adolescentes de rua entre 20 de dezembro de 2007 e 31 de dezembro de 2009. A média dos entrevistados é de 17 anos em Porto Alegre e 14 anos em Rio Grande. Mais de 80% dos pesquisados são do sexo masculino.

A matéria informa ainda que "o uso de drogas agravou a situação de adolescentes que já costumam estar em risco" (43,6% admitiram ter assaltado após consumir drogas e 39% tiveram relação sexual sem camisinha) e que "família faz a diferença" (problemas são muito maiores nos adolescentes pesquisados na Capital do que nos de Rio Grande. Em Porto Alegre, apenas 27,1% moram com a família – embora passem o dia nas ruas". Leia a íntegra da reportagem no jornal Zero Hora.

Classe média

No Diário Catarinense, a tragédia das drogas na vida de jovens e adolescentes também está na primeira página. Mas neste caso, o problema foi causada pelo álcool e atingiu a classe média. A matéria "Quatro mortos em uma carona" informa que motorista bêbado capotou carro e matou quatro ocupantes em Lages, na madrugada". Dois meninos e duas meninas com idades entre 17 e 23 anos.

Atualizada: Quinta, 17 Julho 2014 23:08

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