Ensino religioso nas Escolas... da Rússia

Foi o próprio presidente russo, Dimitri Medvedev, que anunciou, no fim de julho: vai introduzir no currículo das escolas daquele país, o ensino das matérias Religião ou Ética Secular.

Segundo agências internacionais, "o projeto-piloto prevê o ensino de apenas quatro credos entre os quais não se inclui o católico. O patriarca ortodoxo de Moscou e de todas as Rússias, Kirill, elogiou. O anúncio foi bem recebido também pelo arcebispo da arquidiocese moscovita da "Mãe de Deus", Dom Paolo Pezzi." "Acredita-se que a proposta faz parte de um esforço do Kremlin, para ensinar moral aos jovens russos, depois de um turbulento período de incerteza, sucessivo ao desmanche da ex-URSS e, consequentemente, ao colapso do ateísmo oficial então reinante.

A Igreja Ortodoxa russa vinha promovendo a ideia de introduzir o ensino religioso nas escolas. Igreja e Estado na Federação Russa são oficialmente separados, segundo as normas constitucionais. Há três anos, algumas regiões tomaram a iniciativa e pediram que fossem ministrados cursos de ortodoxia russa. "Respondendo às preocupações de quem não é religioso e teme que este seja um modo de impor a religião da Igreja Ortodoxa, Medvedev disse que "os estudantes e seus pais poderão escolher livremente. Qualquer coerção ou pressão será absolutamente inaceitável e improdutiva" − acrescentou.

O presidente também explicou que a proposta é válida apenas para quatro credos, excluindo os demais, em particular o catolicismo e o protestantismo." "Medvedev disse que o programa nacional começará no próximo ano, com a aplicação do projeto-piloto em 18 regiões, cobrindo aproximadamente 20% das escolas russas. Calcula-se que cerca de 18% dos russos são membros da Igreja Ortodoxa russa."

O Arcebispo Paolo Pezzi disse à nossa emissora nos dias passados que, "se em algumas escolas, a presença de alunos católicos for tão numerosa a ponto de podermos formar um grupo, estamos pensando em pedir autorização para a possibilidade de que lhes possa ser ministrado o ensino católico". "Segundo o prelado, esta iniciativa do Governo responde à emergência educativa que vive o país, pois, segundo explicou, a opinião pública e os governantes se deram conta "da necessidade de voltar a educar os jovens, de voltar a dar-lhes uma proposta convincente para a vida". (Rádio Vaticano/AF)

Atualizada: Sábado, 20 Setembro 2014 10:07

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