Lançado relatório Etnias Indígenas Brasileiras 2010

Crescente migração urbana, uma explosão de indivíduos que passam a se autodeclarar indígenas nos últimos 15 anos, acelerada perda da língua materna nas etnias periféricas às áreas urbanas e intensificação dos problemas de saúde, educação e subsistência nos ambientes de aldeamento. Estas são as principais conclusões do relatório Etnias Indígenas Brasileiras 2010, um banco de dados atualizadíssimo sobre a situação dos índios brasileiros e a atuação missionária evangélica neste campo.

O estudo foi realizado pelo Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) e coordenado pelo antropólogo e pastor Ronaldo Lidório. A AMTB possui 41 agências missionárias filiadas com missionários vinculados a mais de 120 diferentes denominações evangélicas.

O universo indígena brasileiro, diversificado e multicultural, tem sido constante alvo de dimensionamento estatístico e sociocultural. Na pesquisa da AMTB, o objetivo foi contribuir com dados sobre tendências demográficas, composição étnica e iniciativas evangélicas entre os povos indígenas em diversas áreas. Foram observadas as 37 etnias indígenas vivendo em risco de extinção, as 41 emergentes e o processo de urbanização em 111 diferentes grupos. Pelo prisma missionário, também foram vistas as 121 etnias pouco ou não evangelizadas, as 95 sem presença missionária e as 38 línguas com clara necessidade de tradução bíblica ou projeto especial de oralidade. Destaque para a informação de que há 257 programas e projetos sociais coordenados pela força missionaria evangélica junto aos povos indígenas. Mesmo assim, ainda há muitos desafios.

Como relacionou o organizador do relatório, Ronaldo Lidório, os principais são:

(1) pesquisa e avaliação, (2) evangelização e discipulado, (3) tradução e uso das Escrituras bíblicas, (4) treinamento indígena, (5) necessidade de novos missionários, (6) necessidade de apoio aos projetos já em andamento e (7) apoio especializado .

Concluído este ano, com ampla pesquisa e revisão de dados juntamente com parceiros, o trabalho reuniu: Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (CONPLEI), ETHNOLOGUE/SIL, PNA100, SEPAL, Instituto Antropos, diversos pesquisadores de campo e colaboradores de análise. Carl Harrison, Rinaldo de Mattos, Isaac Souza, Ana Bacon, Osvaldo Álvares, Ted Limpic, Enoque Faria e Paulo Bottrel, entre outros, desenvolveram com competência ao longo dos anos esta pesquisa, organização e análise de dados, cujo resultado é o Banco de Dados do Departamento de Assuntos Indígenas da AMTB.

Sobre a metodologia, foram feitas 27 pesquisas de campo, 76 entrevistas, consultados os bancos de dados do IBGE, FUNASA e FUNAI, entre outros, com um total de 4.200 dados avaliados. Um grupo de trabalho foi formado para a revisão do Banco de Dados: Edson Bakairi, Stan Anonby, Wilsamara Filgueiras, Andreas Fuchs, Richard Eger e Ronaldo Lidório. Também participaram: Elisabete Wiens, Cassiano Luz, Adriano Hedler, David Philips, Marcelo Carvalho e Gedeon Lidório. Os diretores do DAI/AMTB, Rocindes Correia e Edward Luz, coordenaram o andamento do trabalho e o processo de conclusão das análises.

Veja aqui a íntegra do relatório Etnias Indígenas Brasileiras 2010, da AMTB, incluindo demontrativo estatístico com gráficos e tabelas.

Atualizada: Sábado, 30 Agosto 2014 11:12

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