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Pesquisa revela o perfil do frequentador de shopping centers no Brasil

Quase um terço dos moradores de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Distrito Federal, Salvador e Porto Alegre (62%) vão ao shopping semanalmente. Esta é uma das conclusões da pesquisa que a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) divulgou esta semana sobre o perfil do brasileiro que costuma frequentar os chamados “templos do consumo”.

Além de mostrar o hábito de freqüência, o estudo descreve o comportamento de consumo e o grau de satisfação de pessoas destas seis capitais brasileiras que, juntas, reúnem 26% do poder de consumo e concentram 38% dos shoppings existentes no país. Os dados foram levantados pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento de Mercado e também são úteis para contextualizar o trabalho pastoral de líderes que atuam nos grandes centros urbanos. A pesquisa foi divulgada durante o 9º Congresso Internacional de Shopping Centers, que terminou nesta terça (19/9), e reuniu empreendedores, executivos e fornecedores do setor em São Paulo.

Durante o Congresso, a Abrasce comemorou seus 30 anos e seu presidente, Paulo Malzoni Filho, falou da importância da pesquisa: “É fundamental para o sucesso de nossos emprendimentos termos condições de perceber o que o consumidor de cada região espera de um shopping. Essas informações permitirão que nossos empreendedores dêem foco em seu trabalho nas demandas e necessidades de seu público”, ressaltou. A pesquisa da Abrasce mostra um certo equilíbrio entre os sexos quando se trata de ser ou não consumidor de shopping: o público feminino representa 55% dos freqüentadores.

Quanto à situação social, a grande maioria dos clientes (71%) pertence às classes A e B. A cidade com presença maior dessas classes é Porto Alegre (79%) e a menor é Salvador com 54%. Os principais motivos que levam as pessoas a shopping centers são: 38% pela motivação de fazer compras mesmo, 19% para passear, 12% por serviços e 10% por causa da praça de alimentação. São Paulo é a cidade campeã de freqüência motivada por compras (44%), Belo Horizonte é a campeã em passeio (26%) e o público de Salvador tem como motivação maior o fator serviços (18%). O tempo médio de permanência do consumidor nesses estabelecimentos é de 73 minutos. Mas duas cidades se distanciaram da média: Porto Alegre, com 63 minutos, e Belo Horizonte, com 94 minutos.

O consumidor que concretiza uma compra no shopping costuma gastar em média R$ 95,00 por visita. Cada cliente entra em 2,5 lojas por vez que vai ao shopping, sendo que 56% desses freqüentadores compram algo. A cidade com o maior valor médio de compra é Belo Horizonte (R$ 138,00) e a menor é o Rio de Janeiro (R$ 71,00). 78% dos clientes tem como hábito ir ao cinema no shopping. Esse comportamento é mais intenso em pessoas com faixa etária entre 17 e 29 anos. 55% dos clientes que vão ao cinema do shopping também vão à praça de alimentação. Entre os freqüentadores da praça de alimentação, a média de gastos é de R$ 13,00. Na categoria serviços, os caixas eletrônicos são os mais utilizados pelo público (60%), seguido das agências bancárias (39%), lotéricas (29%), correios (16%) e cabeleireiros (12%).

O serviço de caixa eletrônico é praticamente uma unanimidade entre os serviços utilizados, pois todos os segmentos e classes de consumidores utilizam esse serviço com freqüência. O grau de satisfação dos clientes com shoppings é bastante elevado. A média de satisfação nas seis capitais alcança o índice de 92%.

Observar a evolução na indústria de shoppings centers, as tendências do setor, a busca por tecnologias inovadoras, o shopping center como mídia, a luta contra a concorrência com o mercado virtual e as grandes mudanças nos conceitos do shopping são ferramentas que ajudam a conhecer e lidar com a maioria das pessoas de uma grande cidade hoje. O seu perfil de consumo, seus hábitos de frequência ao shopping e outras conclusões desta e de outras pesquisas sobre o assunto refletem valores e princípios de vida do homem e da mulher urbanos.

O setor brasileiro de shopping centers apresenta crescimento. A primeira unidade foi instalada em 1966. Até o momento são 263 shoppings espalhados pelo país, sendo que 246 estão em operação e 17 em construção. A distribuição é homogênea: 49% desses estabelecimentos estão fora das grandes capitais. Os 263 shoppings geram mais de 500 mil empregos diretos, em área locável superior a 6 milhões de m2. O faturamento conjunto desses estabelecimentos superou os R$ 40 bilhões em 2005, o que significa mais de 2% do PIB brasileiro. O faturamento em shopping centers representa cerca de 18% do varejo nacional.

Atualizada: Quarta, 26 Novembro 2014 09:09

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