Adolescente é baleado em igreja. Som alto seria motivo da invasão e reacende discussão sobre a relação com vizinhos

barulho-conflito-w1Há um ditado popular que afirma que o direito de um termina onde começa o do outro. Contudo, por se tratar de algo subjetivo, é preciso sensibilidade para evitar conflitos e suas conseqüências. Em Sumaré, um caso extremo aconteceu. Segundo matéria publicada pelo portal G1, pai e filho, vizinhos da Assembleia de Deus Ministério Gerizim, na cidade do interior de SP, invadiram o templo, agrediram o pastor Alessandro Pereira Godoy e feriram, com um tiro no braço, o adolescente Tarles Ranieli da Silva, de 16 anos.

A confusão teria sido motivada pelo descontentamento dos vizinhos com o som alto do culto. Tarles ficou internado no Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e deve passar por uma cirurgia no maxilar nos primeiros dias de abril, já que também acabou agredido pela dupla de invasores.

O fato, além de ter provocado a mudança de endereço da igreja, reacende a discussão a respeito da necessidade de meios para que as denominações sediadas em ruas residenciais controlem a emissão de som. Casos como o de Sumaré tem se tornado cada vez mais comuns. Não é raro os templos serem visitados por policiais militares acionados por vizinhos ou mesmo pagarem multas quando fiscais de Posturas das prefeituras fazem incursões.

Por outro lado, em tempos em que a sociedade brasileira dá demonstrações claras de não mais tolerar qualquer tipo de agressão, seja verbal ou física, é inadmissível aceitar a violência praticada por pai e filho, vitimando um adolescente, um sacerdote cristão e violando um local que é sagrado para os que o freqüentam e onde se prega o amor. O som alto, ao que parece, pode ser apenas o estopim para um tipo cada vez mais comum de prática no país: a discriminação religiosa.

Portanto, assim como é necessário o bom senso de pastores e denominações para a realização dos cultos e uma boa convivência com quem mora perto da igreja, é imprescindível uma punição exemplar para os dois agressores, antes que o caso se torne exemplo e seja imitado Brasil afora cada vez que alguém se sentir incomodado com um período de louvor. (Por Daniel Galvão)

Atualizada: Quarta, 27 Março 2013 21:24

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